O setor de petróleo e gás no Estado do Rio de Janeiro deve gerar mais de 1,4 mil empregos até o fim de 2027, segundo projeção da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O crescimento é impulsionado por investimentos em novos projetos e pela manutenção de preços internacionais favoráveis da commodity.
Expectativa de superar 96 mil trabalhadores em 2026
De acordo com o levantamento da Firjan, o setor pode ultrapassar a marca de 96 mil trabalhadores no estado já em 2026. Atualmente, o contingente é de cerca de 94,6 mil empregados diretos e indiretos. A projeção considera tanto os postos de trabalho já existentes quanto as novas vagas abertas com a expansão de atividades.
Complexo de Energias Boaventura como destaque
Entre os projetos que mais devem contribuir para a geração de empregos está o Complexo de Energias Boaventura, da Petrobras, localizado em Itaboraí. A unidade, que integra o polo gás-químico do estado, tem previsão de iniciar operações nos próximos anos e demandará mão de obra especializada em diversas fases, da construção à operação.
“O Complexo Boaventura é um dos principais motores para o crescimento do emprego no setor, pois envolve investimentos bilionários e uma cadeia produtiva extensa”, afirma o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, em nota.
Programas de capacitação local
A Firjan também destaca a importância de programas de capacitação para atender à demanda por profissionais qualificados. A federação, em parceria com empresas do setor e o governo estadual, tem promovido cursos técnicos e de formação profissional voltados para as necessidades da indústria de petróleo e gás.
“A qualificação da mão de obra local é essencial para que o crescimento do setor se reflita em oportunidades para os trabalhadores fluminenses”, complementa Vieira.
Impacto na economia fluminense
O setor de petróleo e gás responde por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro. A geração de novos empregos contribui para a recuperação econômica do estado, que enfrentou anos de crise fiscal e baixo crescimento. A expectativa é que os investimentos em exploração e produção, especialmente no pré-sal, mantenham o ritmo de contratações nos próximos anos.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo no estado deve crescer 5% ao ano até 2030, sustentando a demanda por trabalhadores.



