Produção de motos no Brasil atinge maior nível semestral desde 2011
Maior produção semestral de motos desde 2011

A indústria de motocicletas no Brasil alcançou sua maior produção semestral em 15 anos, com 1.063.397 unidades fabricadas entre janeiro e junho de 2026. O número representa um aumento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025 e é o maior desde 2011, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Crescimento impulsionado pelo Polo Industrial de Manaus

O desempenho positivo foi puxado pelas fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), que concentra a produção nacional de motocicletas. Apesar de uma queda na produção em junho — reflexo das férias programadas nas linhas de montagem —, o acumulado do semestre se manteve em alta. A Abraciclo destacou a eficiência operacional do setor, que conseguiu atender à demanda crescente mesmo com os ajustes sazonais.

Perspectivas para o ano

Para 2026, a associação projeta que a produção total de motocicletas no Brasil atinja 2,07 milhões de unidades, o que representaria um novo recorde anual. O otimismo é sustentado por linhas de crédito facilitadas para aquisição de motos, que têm impulsionado as vendas, especialmente entre trabalhadores que buscam alternativa de transporte mais econômica e ágil nos centros urbanos.

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O número de motociclistas no país vem crescendo de forma consistente, como registrado em imagens da Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. A frota de motos já ultrapassa 30 milhões de veículos, segundo dados do Denatran, e a tendência é de expansão, impulsionada pelo aumento do preço dos combustíveis e pela necessidade de mobilidade rápida.

Impacto econômico e empregos

A produção recorde também gera reflexos positivos na economia local, especialmente em Manaus, onde o setor responde por milhares de empregos diretos e indiretos. A Abraciclo ressalta que a manutenção de políticas de incentivo à indústria e a estabilidade tributária são fundamentais para sustentar o crescimento.

Em junho, a produção foi de 165.000 unidades, uma queda de 8% em relação a maio, mas ainda assim 4% superior ao mesmo mês de 2025. A associação atribuiu a redução às férias coletivas programadas, que devem ser compensadas no segundo semestre.

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