A indústria brasileira de fertilizantes tem registrado avanços na produção nacional, mas o elevado preço do gás natural continua a limitar a expansão do setor. O gás é um insumo fundamental para a fabricação de fertilizantes nitrogenados, e seu custo elevado reduz a competitividade dos produtos nacionais frente aos importados.
Desafios do gás natural
Segundo representantes do setor, o custo do gás natural pode representar até 90% do custo total de produção de alguns fertilizantes. No Brasil, o preço do gás é significativamente maior do que em outros países produtores, como os Estados Unidos e o Oriente Médio, o que dificulta a expansão de novas plantas.
“O gás caro é o principal gargalo para o crescimento da produção nacional. Precisamos de políticas que reduzam o custo desse insumo para sermos competitivos”, afirmou um executivo do setor, que preferiu não ser identificado.
Avanços na produção
Apesar das dificuldades, o Brasil tem visto um aumento na produção de fertilizantes nos últimos anos. Novos projetos de fábricas de ureia e nitrato de amônio estão em andamento, especialmente no Centro-Oeste. Contudo, a viabilidade econômica desses projetos depende de uma redução no custo do gás natural.
Especialistas apontam que a exploração de novas reservas de gás no pré-sal e a expansão da infraestrutura de gasodutos podem ajudar a reduzir os preços no médio prazo. Enquanto isso, a dependência de importações de fertilizantes deve continuar alta.
Impacto no agronegócio
A limitação na produção nacional de fertilizantes impacta diretamente o agronegócio, que é altamente dependente de insumos importados. A volatilidade dos preços internacionais e as questões logísticas tornam o setor vulnerável. A expansão da produção nacional é vista como estratégica para a segurança do fornecimento.
O governo federal tem anunciado medidas para incentivar a produção de gás natural e atrair investimentos, mas os resultados ainda são incertos. A indústria de fertilizantes aguarda avanços concretos para poder planejar sua expansão.



