Um estudo global encomendado pelo setor agropecuário refutou a tese de que as tradings signatárias da Moratória da Soja formariam um cartel. A pesquisa, que avaliou os efeitos econômicos e concorrenciais do acordo, concluiu que não existem indícios de combinação de preços entre as empresas participantes.
Metodologia e resultados do estudo
O trabalho analisou dados de mercado e práticas comerciais das tradings envolvidas na Moratória da Soja, um acordo voluntário que visa excluir do comércio a soja proveniente de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia. A conclusão principal é que o acordo não resultou em coordenação anticompetitiva, mas sim em um instrumento de sustentabilidade ambiental.
Segundo os pesquisadores, as empresas signatárias mantiveram sua independência comercial, com preços determinados pela oferta e demanda globais. O estudo utilizou modelos econométricos e entrevistas com agentes do setor para chegar a essa conclusão.
Impacto para o agronegócio brasileiro
A refutação da tese de cartel é um alívio para o setor, que temia que acusações de concorrência desleal pudessem comprometer a credibilidade da Moratória da Soja. O acordo é fundamental para a imagem do agro brasileiro no mercado internacional, especialmente na União Europeia, que exige garantias de produção livre de desmatamento.
“O estudo demonstra que é possível aliar produtividade e preservação ambiental sem prejudicar a concorrência”, afirmou um porta-voz do setor. A expectativa é que o resultado fortaleça a adesão à Moratória e incentive novas iniciativas de sustentabilidade.
Contexto global e próximos passos
A pesquisa foi realizada por uma consultoria internacional independente e teve seus resultados apresentados em um evento do setor. A iniciativa faz parte dos esforços do agronegócio para comprovar a eficácia de suas práticas sustentáveis e combater críticas de ONGs e de governos estrangeiros.
Com a refutação da tese de cartel, as tradings e os produtores esperam avançar em novas frentes de sustentabilidade, como o rastreamento da cadeia produtiva e a redução de emissões de carbono. O estudo também abre caminho para que a Moratória da Soja seja vista como um modelo de governança ambiental no setor agropecuário.



