O anúncio de que a Coreia do Sul iniciou negociações para ampliar as cotas de importação de carne suína brasileira animou investidores do setor frigorífico. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que as tratativas podem resultar em um aumento de 30% nas exportações para o país asiático já em 2027.
Impacto imediato no mercado
As ações das principais empresas do setor registraram alta na B3. A JBS subiu 4,5%, enquanto a BRF teve ganho de 3,8%. Segundo o analista da XP Investimentos, Leonardo Alves, "a Coreia do Sul é um mercado de alto valor agregado, e qualquer sinal de abertura é visto com otimismo pelos investidores".
Contexto das negociações
A Coreia do Sul impõe restrições sanitárias rigorosas, mas o Brasil já atende a maioria dos requisitos. Atualmente, o país exporta cerca de 150 mil toneladas de carne suína por ano para o mercado sul-coreano. Com a nova cota, o volume poderia chegar a 200 mil toneladas.
Perspectivas para o setor
A ABPA estima que o acordo seja fechado até o primeiro semestre de 2027. O presidente da entidade, Ricardo Santin, afirmou que "a Coreia do Sul é um parceiro estratégico e a ampliação das cotas reforça a confiança na qualidade da carne brasileira". Investidores aguardam os próximos passos das negociações.



