Pesquisa da CNI revela prioridade dos executivos
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que um terço dos executivos do setor industrial brasileiro considera a formação técnica como a principal prioridade para a educação no país. O levantamento, divulgado nesta semana, ouviu dirigentes de empresas de diversos portes e regiões.
Ensino técnico supera ensino superior na preferência
De acordo com o estudo, 33% dos entrevistados indicaram que o investimento em cursos técnicos e profissionalizantes deveria ser a meta central das políticas educacionais. Esse percentual supera o registrado para o ensino superior, que foi citado por 28% dos executivos como a principal prioridade.
“A indústria precisa de profissionais qualificados para operar máquinas, realizar manutenções e atuar na produção. A formação técnica atende diretamente a essa demanda”, afirmou o presidente da CNI, em comunicado oficial.
Demanda por mão de obra qualificada
A pesquisa também revela que 71% dos executivos relatam dificuldade para contratar profissionais com o perfil técnico desejado. Entre os setores mais afetados estão o metalmecânico, o de alimentos e bebidas e o de tecnologia da informação.
Para 45% dos entrevistados, a falta de cursos técnicos de qualidade é o principal gargalo. Outros 32% apontam a baixa atratividade da carreira técnica entre os jovens como um obstáculo significativo.
Impacto na produtividade
A CNI estima que a escassez de mão de obra técnica custa ao setor industrial cerca de R$ 6 bilhões por ano em perda de produtividade. O dado reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a expansão da educação profissional.
O estudo sugere a criação de um programa nacional de bolsas para cursos técnicos, além da ampliação do número de vagas em instituições como o Senai e o IFs (Institutos Federais).
Comparação com outros países
A pesquisa destaca que, em países como Alemanha e Coreia do Sul, a formação técnica responde por mais de 40% da mão de obra qualificada. No Brasil, esse índice é de apenas 12%, segundo dados da OCDE.
“Precisamos mudar essa realidade para que a indústria brasileira seja mais competitiva globalmente”, concluiu o representante da CNI.



