Embrapa assume papel de indutora da revolução verde na agropecuária brasileira
Embrapa assume papel de indutora da revolução verde na agropecuária brasileira

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está liderando a transição para uma agropecuária mais sustentável no Brasil. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a empresa atua como indutora e facilitadora da chamada 'revolução verde', apoiando produtores na adoção de práticas regenerativas, conservacionistas e de baixo carbono.

Massruhá destacou que, além de aumentar a produção e produtividade com sustentabilidade, é necessário comprovar esses resultados com métricas. A Embrapa desenvolve tecnologias como bioinsumos, calculadora de pegada de carbono e sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A empresa também busca estimular produtores a serem recompensados por práticas sustentáveis.

Nos últimos 50 anos, a Embrapa contribuiu para que o Brasil passasse de importador a grande exportador de alimentos, com aumento de 140% na área plantada e 580% na produção de grãos. Agora, a empresa foca em tecnologias que comprovem a sustentabilidade ambiental, econômica e social do agronegócio brasileiro.

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Entre as iniciativas estão a fixação biológica de nitrogênio, plantio direto, sistemas agroflorestais e recuperação de áreas degradadas. O Brasil possui 160 milhões de hectares de pastagens, dos quais 40 milhões têm aptidão agrícola. A Embrapa realiza estudos para mapear a aptidão de cada área e aplicar tecnologias adequadas.

Na Amazônia e no Cerrado, a empresa incentiva modelos integrados como o ILPF, que já cobre 17 milhões de hectares, com meta de 30 milhões. No Norte, sistemas agroflorestais com cacau, café e açaí são prioridade. A Embrapa também participa dos projetos TerraClass Amazônia e TerraClass Cerrado para monitorar o uso da terra.

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