Violência contra mulher: casos em Sorocaba e Jundiaí reforçam alerta
Violência contra mulher em Sorocaba e Jundiaí reforça alerta

Cinco casos de violência contra a mulher foram registrados na região de Sorocaba e Jundiaí (SP) desde o último domingo (26), reforçando a importância de buscar ajuda ao primeiro sinal de abuso. Em entrevista ao g1, a advogada Bruna Natale, de Sorocaba, e a psicóloga Thais Mazzoti alertam que a violência nem sempre começa com agressão física e orientam sobre os canais de denúncia.

Cenário de violência na região

Os casos recentes incluem agressões em Cabreúva, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Itatiba. Em Cabreúva, um homem foi preso após agredir a companheira em um bar e quebrar objetos. Outro jovem de 22 anos foi detido por agredir a companheira na zona rural, causando lesão na cabeça, sendo encontrada também uma faca e drogas no local. Em Itatiba, um homem chutou a barriga da companheira durante discussão. Já em Várzea Paulista, uma gestante de 39 semanas foi agredida com um cabo de vassoura, e em Campo Limpo Paulista, um homem feriu um policial ao resistir à prisão.

Sinais sutis de abuso

A advogada Bruna Natale destaca que relacionamentos abusivos raramente começam com violência física. "Nenhuma vítima é agredida na totalidade do tempo de convivência. Por isso, a mulher deve denunciar e tomar providências após a agressão, evitando acreditar no arrependimento do agressor, pois a próxima violência pode ocasionar sua morte", alerta. A psicóloga Thais Mazzoti explica que a forma como a mulher constrói a ideia de amor pode afetar sua percepção: "Quando essa configuração interna não é saudável, ela pode aprender a associar amor à dor, à espera, ao sacrifício e à tolerância excessiva. Assim, comportamentos que machucam passam a ser interpretados como algo que deve ser suportado". Ela acrescenta que retornar ao relacionamento não é fraqueza, mas um processo de adoecimento psíquico.

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Onde buscar ajuda

Bruna Natale orienta que, em qualquer caso de violência, seja psicológica ou física, a vítima deve ligar imediatamente para o 190 (Polícia Militar) ou para a Central de Atendimento à Mulher (180). "Se possível, a recomendação é se afastar do agressor e buscar atendimento médico. Também é recomendado denunciar na Delegacia da Defesa da Mulher, registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência, sempre com acompanhamento de advogado ou defensor público", reforça. O Governo de São Paulo disponibiliza 142 delegacias especializadas, além do boletim de ocorrência online e do aplicativo "SP Mulher Segura". A Lei Maria da Penha reconhece cinco tipos de violência: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, garantindo medidas protetivas independentemente de marcas físicas.

Casos recentes em detalhes

No domingo (26), em Cabreúva, um homem foi preso após agredir a companheira em um bar e quebrar garrafas. A Guarda Municipal atendeu a ocorrência, e o suspeito confessou a agressão. Ambos foram levados ao 1º DP da cidade, onde o agressor foi preso. No mesmo dia, outro homem de 22 anos foi preso em flagrante por agredir a companheira na zona rural. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a mulher sofreu lesão na cabeça, e uma faca e drogas foram apreendidas. Ele foi preso por lesão corporal e violência doméstica.

Os demais casos ocorreram ao longo da semana: em Itatiba, um homem chutou a barriga da companheira; em Várzea Paulista, uma gestante foi atacada com cabo de vassoura; e em Campo Limpo Paulista, um homem agrediu a companheira e quebrou o dedo de um policial durante a abordagem. Todos os agressores foram presos.

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