A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na segunda-feira (27), um homem de 39 anos suspeito de utilizar perfis falsos em redes sociais para aliciar crianças e adolescentes em Aparecida, no Sertão do estado. A prisão ocorreu após denúncia da família de uma das vítimas.
Como o suspeito agia
De acordo com a polícia, o homem mantinha pelo menos dois perfis falsos nas redes sociais. Por meio deles, ele se passava por uma criança para se aproximar das vítimas. As investigações apontam que ele conversava com uma adolescente de 12 anos e uma criança de 9 anos, incentivando-as a compartilhar conteúdo pornográfico. Além das mensagens de texto, o suspeito também realizava videochamadas com as vítimas.
Investigação começou com flagra da família
O caso veio à tona quando a família da adolescente de 12 anos flagrou uma das conversas mantidas com o suspeito. Imediatamente, os familiares procuraram a Polícia Civil, que iniciou as investigações. Após a coleta de provas, o mandado de prisão foi expedido e cumprido na segunda-feira.
Aparelho apreendido para análise
Com a prisão, os agentes apreenderam o celular do suspeito. O aparelho será submetido a perícia para dar continuidade às investigações. A polícia busca identificar se há outras possíveis vítimas, já que o homem pode ter agido contra mais crianças e adolescentes na região.
Orientações para pais e responsáveis
A Polícia Civil alerta para a importância de monitorar a atividade online de crianças e adolescentes. Perfis falsos são comuns em redes sociais e podem ser usados por criminosos para aliciamento. A orientação é que os pais estejam atentos a conversas suspeitas e denunciem qualquer comportamento estranho às autoridades.
Consequências legais
O suspeito foi encaminhado à delegacia de Aparecida e permanece à disposição da Justiça. Ele responderá por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como aliciamento e produção de material pornográfico infantil. As penas podem variar de 3 a 8 anos de reclusão, podendo ser aumentadas em caso de reincidência.
A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e que novas vítimas podem surgir. A colaboração da população é fundamental para coibir esse tipo de crime. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100 ou diretamente à delegacia local.



