Uma mulher de 26 anos, Eliza Maria Anselmo Bezerra, morreu na noite desta quinta-feira (23) após ser baleada com um tiro no peito em um bar na cidade de Assú, no interior do Rio Grande do Norte. O companheiro dela, de 46 anos, é o principal suspeito do crime e foi preso pouco tempo depois em Mossoró. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio.
Detalhes do crime
O crime ocorreu por volta das 18h30 na Rua Vereador José Bezerra de Sá. Segundo relatos de testemunhas à polícia, Eliza e o companheiro, que não teve o nome revelado pela polícia, teriam discutido no local. "A senhora Eliza teria discutido com o seu companheiro e ele teria desfechado um tiro de revólver no peito, tiro esse que foi fatal", afirmou o delegado de plantão em Mossoró, Caetano Bauman.
A vítima chegou a ser socorrida por populares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e chegou sem vida ao local. Na UPA, a médica plantonista que prestou o atendimento repassou à Polícia Militar munições intactas de calibre 38 que foram encontradas nas roupas de Eliza.
Fuga e prisão em Mossoró
Após o crime, o suspeito fugiu do local em um veículo modelo Corolla de cor prata. A Polícia Civil e a Polícia Militar iniciaram as diligências e receberam informações de que ele teria fugido com um advogado em direção ao município de Mossoró, na Região Oeste do estado. O suspeito foi localizado por equipes da Polícia Militar dentro de uma churrascaria em Mossoró. De acordo com a polícia, ele não ofereceu resistência no momento da abordagem e informou que a arma do crime — um revólver calibre 38 — estava debaixo do banco do motorista.
Investigação e prisão em flagrante
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Plantão, onde foi autuado em flagrante por feminicídio. Na unidade policial, orientado pela defesa, ele optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. "Ele foi trazido para a Delegacia de Plantão, foi autuado em flagrante. Não ofereceu muitas informações aqui porque arguiu o direito constitucional de ficar calado, orientado pelo advogado", explicou o delegado Caetano Bauman. O procedimento do flagrante foi concluído e encaminhado ao Núcleo de Investigação de Mortes Violentas (NIMV 5), que assumirá as investigações do caso. A Polícia Civil informou que solicitará à Justiça a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.



