Jovem mostra cicatrizes após ter mãos amputadas em tentativa de feminicídio
Jovem mostra cicatrizes após ter mãos amputadas

Ana Clara Antero de Oliveira, a jovem que teve as mãos amputadas em uma tentativa de feminicídio, mostrou pela primeira vez as cicatrizes nos pulsos após o reimplante. Em uma postagem emocionante, ela afirmou que as marcas simbolizam um milagre. “As cicatrizes que carrego no meu braço são as marcas do meu milagre. As minhas cicatrizes não contam apenas o que aconteceu comigo. Elas contam que eu sobrevivi”, escreveu.

O ataque brutal

O crime ocorreu em 1º de maio, em Quixeramobim, no interior do Ceará. Após uma briga com o ex-namorado Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, ele e o irmão, Evangelista Rocha dos Santos, de 34, foram até a casa da vítima e a atacaram com uma foice. Ana Clara teve uma mão decepada e a outra semimutilada. Os dois suspeitos foram presos e se tornaram réus por tentativa de feminicídio.

Recuperação e reimplante

Ana Clara passou por cirurgias de reimplante das mãos no Instituto Doutor José Frota (IJF), onde recebeu atendimento multidisciplinar, incluindo psicólogos e assistentes sociais. Ela recebeu alta após mais de 20 dias internada, no dia 29 de maio. Durante o ataque, a jovem fingiu estar morta para sobreviver. “Estava consciente o tempo todo”, revelou, destacando que só dormiu quando estava prestes a entrar na cirurgia. Ela não conseguia usar o celular e gritou por ajuda.

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Réus e indenização

A Justiça Estadual aceitou a denúncia contra os irmãos Evangelista e Ronivaldo na 1ª Vara de Quixeramobim, em 14 de maio. O processo tramita em segredo de Justiça. O Ministério Público pediu uma indenização de R$ 97 mil para a jovem. Evangelista foi preso em Quixeramobim, com uma foice, roupas e um chinelo manchados de sangue. Ronivaldo foi localizado em Madalena, na residência de familiares.

O milagre da sobrevivência

Ana Clara destaca a agilidade dos socorristas ao preservar suas mãos para o reimplante. A coragem da jovem em expor suas cicatrizes inspira outras vítimas de violência. “Essas marcas contam que eu sobrevivi”, reforçou. O caso chocou o Brasil e trouxe à tona a necessidade de combate ao feminicídio.

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