A balança comercial de bens dos Estados Unidos apresentou déficit de US$ 101,5 bilhões em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Comércio. O valor representa um aumento de 6,7% em relação ao mês anterior, quando o saldo negativo foi de US$ 95,1 bilhões. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetava déficit de US$ 98 bilhões.
As importações de bens totalizaram US$ 277,1 bilhões em junho, alta de 2,3% ante maio, enquanto as exportações somaram US$ 175,6 bilhões, queda de 0,3% no mesmo período. O crescimento das importações foi puxado por bens de capital, como máquinas e equipamentos, e por bens de consumo, especialmente eletrônicos e vestuário.
Impacto setorial e perspectivas
O déficit comercial de bens com a China também aumentou, passando de US$ 29,3 bilhões em maio para US$ 31,6 bilhões em junho. Com a União Europeia, o saldo negativo foi de US$ 19,8 bilhões, ante US$ 18,2 bilhões no mês anterior. “A demanda doméstica continua forte, sustentando as importações, enquanto as exportações sofrem com a desaceleração global”, afirmou em nota o economista-chefe do banco XYZ, John Smith.
O resultado de junho eleva o déficit acumulado no primeiro semestre para US$ 575,2 bilhões, 12% superior ao mesmo período de 2025. Analistas apontam que a política monetária restritiva do Federal Reserve pode ter contribuído para o fortalecimento do dólar, encarecendo as exportações americanas.
Reações e possíveis medidas
A Casa Branca não comentou diretamente os números, mas fontes indicam que a administração avalia novas medidas de estímulo às exportações, especialmente nos setores de tecnologia e agricultura. “Precisamos reequilibrar nossa balança comercial, mas sem recorrer a protecionismo que prejudique a economia global”, disse um assessor sob condição de anonimato.
Especialistas destacam que o déficit persistente pode pressionar o governo a rever acordos comerciais e tarifas. O secretário de Comércio, em entrevista recente, afirmou que a prioridade é ampliar mercados para produtos americanos na Ásia e na América Latina.
Dados regionais e setoriais
Em junho, os Estados Unidos registraram déficit comercial com México de US$ 13,2 bilhões, com Japão de US$ 7,9 bilhões e com Alemanha de US$ 7,1 bilhões. No setor de petróleo, o país exportou US$ 18,4 bilhões em derivados, mas importou US$ 22,1 bilhões, gerando déficit de US$ 3,7 bilhões.
O déficit em bens de capital foi de US$ 18,9 bilhões, enquanto em bens de consumo atingiu US$ 26,4 bilhões. Automóveis e peças também contribuíram com saldo negativo de US$ 14,2 bilhões. Apenas o segmento de alimentos e bebidas apresentou superávit de US$ 1,5 bilhão.



