Influenciadora morta pelo marido após acusação de pedofilia
Influenciadora morta pelo marido após acusação de pedofilia

Uma influenciadora digital de 24 anos foi morta a tiros pelo próprio marido em sua casa, em São Paulo, na noite de segunda-feira (27). O crime ocorreu cerca de três semanas após ela ter denunciado o companheiro por pedofilia nas redes sociais e à polícia. O caso gerou comoção e reacendeu o debate sobre a violência doméstica e a proteção a vítimas de abuso.

O crime

Segundo a Polícia Civil, o marido, de 35 anos, invadiu a residência do casal por volta das 22h e disparou contra a influenciadora, que morreu no local. O suspeito fugiu em seguida, mas foi preso horas depois em uma rodovia próxima. Ele confessou o crime e alegou que agiu por ciúmes e por não aceitar a separação. A vítima havia solicitado medida protetiva após as acusações de pedofilia, mas a ordem judicial não havia sido cumprida a tempo.

Acusação de pedofilia

A influenciadora, que tinha mais de 500 mil seguidores, publicou um vídeo em suas redes sociais no início de julho acusando o marido de abusar sexualmente de uma criança de 12 anos, filha de uma vizinha. Ela afirmou ter encontrado mensagens e fotos no celular dele e registrou um boletim de ocorrência. O marido negou as acusações e abriu um processo contra ela por difamação. A família da influenciadora divulgou uma nota de pesar, afirmando que 'ela sempre lutou por justiça e agora sua voz será ouvida'.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e investigação

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A polícia também apura se houve negligência na concessão da medida protetiva. A Secretaria de Segurança Pública informou que instaurou uma sindicância para apurar o atraso. Nas redes sociais, amigos e seguidores da influenciadora prestaram homenagens e pediram justiça. A hashtag #JustiçaPorMaria (nome fictício da vítima) ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

O Ministério Público Estadual também acompanha o caso e deve denunciar o marido por feminicídio e homicídio qualificado. A pena pode chegar a 30 anos de prisão. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a falha na proteção a vítimas de violência doméstica é recorrente e que medidas urgentes são necessárias. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025 foram registrados mais de 1.400 feminicídios no país, uma média de quatro por dia.

Violência doméstica no Brasil

O caso da influenciadora é mais um exemplo da escalada da violência contra a mulher no Brasil. Pesquisas indicam que o número de denúncias de violência doméstica aumentou 20% nos últimos dois anos, mas a efetividade das medidas protetivas ainda é baixa. Organizações de defesa dos direitos das mulheres cobram maior agilidade do Judiciário e das polícias. A presidente da ONG 'Mulheres em Ação', em entrevista, afirmou: 'Não podemos permitir que mais uma mulher morra por falhas do sistema. precisamos de políticas públicas efetivas'.

A morte da influenciadora também levanta debates sobre a exposição nas redes sociais e os riscos que influenciadores enfrentam ao denunciar crimes. Psicólogos alertam que vítimas de abuso muitas vezes sofrem retaliação e que o apoio da sociedade é crucial. Enquanto isso, a família da vítima aguarda o desenrolar da investigação e espera que o assassino seja condenado exemplarmente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar