O homem acusado de matar a própria mãe, de 74 anos, com mais de 20 marteladas na cabeça foi condenado a 25 anos de prisão, em regime inicial fechado, após julgamento pelo tribunal do júri na quinta-feira (16), em Araçatuba (SP). Aqueharu Yamaguchi Júnior foi considerado culpado pelo homicídio qualificado de Alzira Pinto da Silva, assassinada em outubro de 2020, por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e feminicídio.
Crime brutal e fuga
Na ocasião do crime, Aqueharu esperou a chegada da mãe em casa e a atacou enquanto ela trocava de roupa no quarto. A mulher caiu no chão e chegou a pedir para que o filho parasse com a agressão, segundo a denúncia. Alzira recebeu pelo menos 23 golpes na cabeça e o cabo do martelo chegou a quebrar. Após o assassinato, ele tomou banho, trocou de roupa, pegou dinheiro da vítima e fugiu dirigindo o carro dela.
Defesa vai recorrer
Os advogados de defesa de Aqueharu, Filipe Kenzo Said Onohara e Paulo Arthur Germano Rigamonte, confirmaram que vão recorrer da decisão. Na sentença, o juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda manteve a prisão preventiva do condenado.
Motivação e antecedentes
De acordo com a investigação, dias antes do crime, Alzira teria agredido o filho na frente de amigos em um bar. A violência foi filmada e postada nas redes sociais. O Ministério Público apontou que o homicídio foi motivado por vingança. Aqueharu usou drogas após o crime e foi convencido pela família a se entregar à polícia. Ao ser preso, em depoimento, o homem confessou o crime e disse que morava com a mãe desde maio de 2019, quando precisou retornar do Japão ao Brasil.



