O número de mortos em decorrência das fortes tempestades que atingem o Chile subiu para pelo menos quatro pessoas, conforme confirmou o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, nesta sexta-feira (17). A quarta vítima foi registrada na região central de Valparaíso, onde o governo decretou alerta vermelho devido ao alto risco de enxurradas e deslizamentos de terra, de acordo com a agência EFE.
Mais de 1,5 mil casas danificadas
O governo chileno informou que o número de residências afetadas chegou a 1.595. As chuvas intensas, ressacas e ventos fortes atingiram 10 das 16 regiões do país. O temporal começou na tarde de quarta-feira (15) e deve se estender pelo menos até domingo (19).
Circunstâncias das mortes
Uma das vítimas faleceu após ser atingida pela queda de uma árvore enquanto trabalhava na remoção de escombros de uma rodovia. Outra pessoa morreu ao cair de um telhado durante a limpeza de calhas. A terceira morte foi causada por uma descarga elétrica em um poste de energia.
Meio milhão de pessoas sem luz
Na quinta-feira (16), mais de meio milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica no Chile, principalmente devido à queda de árvores sobre os cabos de energia. Segundo o Ministério de Energia, eram "590.824 clientes sem fornecimento de energia elétrica, o que representa 7,3%" do país.
Inundações e portos fechados
Por causa da ressaca do mar, várias casas próximas ao litoral de uma zona residencial na região do Biobío, a cerca de 500 km da capital Santiago, ficaram inundadas. A AFP constatou pertences espalhados pelas ruas. Devido à forte ressaca e às rajadas de vento que superaram os 100 km/h, dezenas de portos precisaram restringir parte de suas operações de forma preventiva.
Medidas do governo
O governo do presidente José Antonio Kast mobilizou equipes de emergência em diferentes regiões para evitar danos maiores. Também foi decretada a suspensão das aulas para a sexta-feira em nove regiões afetadas.



