O Brasil tornou-se um território cada vez mais hostil para crianças e adolescentes. Dados recentes mostram aumento nos casos de maus-tratos, lesão corporal dolosa em ambiente doméstico e mortes violentas na faixa de zero a 17 anos. Em 2024, foram registrados 2.356 assassinatos de crianças e adolescentes, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. A violência sexual também atingiu um recorde, com 87.545 casos, sendo a maioria ocorrida dentro de casa.
Violência doméstica e cultural
O caso de Oliver, de 3 anos, espancado e morto pelo pai em Viamão, Rio Grande do Sul, ilustra a gravidade da situação. Apesar de leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Menino Bernardo, que proíbe castigos físicos, a violência persiste. A cultura de usar violência como método disciplinar ainda é comum, agravando o cenário.
Dados alarmantes
Segundo a colunista Flávia Oliveira, os números mostram que a violência contra menores não é um fenômeno isolado, mas sim uma tendência preocupante. O aumento de 3,7% nos assassinatos e o recorde de violência sexual indicam que as políticas públicas não têm sido eficazes para proteger esse grupo vulnerável.
O que dizem as autoridades
Especialistas apontam que a violência doméstica é o principal fator, e que a pandemia de Covid-19 agravou o isolamento das vítimas. “Precisamos de ações mais efetivas de prevenção e punição”, afirma a colunista. A falta de denúncias e a subnotificação também são desafios.



