Registro raro flagra lobo-guará da nota de R$ 200 se alimentando em cânion no RS
Raro flagra lobo-guará da nota de R$200 se alimentando em cânion

Um registro raro de um lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) se alimentando foi capturado recentemente próximo à Trilha do Mirante, no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul, na Serra Gaúcha. As imagens foram divulgadas nesta semana e mostram o animal, que serve de modelo para a nota de R$ 200, em seu habitat natural.

Espécie vulnerável à extinção

O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul e é classificado como espécie vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Conhecido pela pelagem avermelhada e hábito solitário, o animal desempenha um papel ecológico crucial como dispersor de sementes.

Por meio de suas fezes, o lobo-guará espalha sementes que contribuem para a regeneração da vegetação, tornando-o insubstituível para a saúde e o equilíbrio do bioma. Sua dieta inclui pequenos animais e frutos, com destaque para o fruto da lobeira, um de seus alimentos mais consumidos.

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O flagrante foi feito pelo fotógrafo Leonardo Ferreira, que registrou o momento em que o lobo-guará se alimentava pacificamente na paisagem do cânion. As imagens rapidamente ganharam destaque nas redes sociais e chamaram a atenção para a importância da conservação da espécie.

Importância ecológica e cultural

Além de sua relevância ecológica, o lobo-guará é um símbolo cultural brasileiro, estampado na cédula de R$ 200, lançada em 2020. O animal é endêmico da América do Sul, ocorrendo principalmente no Cerrado, mas também em áreas de Mata Atlântica e Pampas, como na região da Serra Gaúcha.

A presença do lobo-guará no Cânion Fortaleza indica a qualidade ambiental da área, que abriga uma biodiversidade significativa. Especialistas alertam que a espécie sofre com a perda de habitat, atropelamentos e caça, o que torna cada avistamento um evento importante para o monitoramento e a conservação.

O registro serve como um lembrete da necessidade de proteger os ecossistemas que sustentam essas espécies ameaçadas. A divulgação das imagens também incentiva o turismo ecológico responsável na região, que deve ser conduzido sem perturbar a fauna local.

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