Um bar no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, montou uma estrutura em uma praça pública para a transmissão de jogos da Copa do Mundo e passou a cobrar entrada de R$ 30 por pessoa, sem autorização da prefeitura. A ação gerou reclamação de moradores e frequentadores da região, que denunciaram a ocupação irregular do espaço público.
Ocupação sem autorização
O estabelecimento instalou telões, cadeiras e um palco na Praça Antero de Quental, no Leblon, e passou a cobrar ingresso para assistir às partidas do mundial. Segundo relatos de vizinhos, a praça foi cercada e o acesso livre foi impedido, o que contraria as regras de uso do espaço público.
A prefeitura do Rio informou que não autorizou a ocupação e que notificou o bar para desmontar a estrutura. A Secretaria de Ordem Pública (Seop) afirmou que vai fiscalizar o local e aplicar as sanções cabíveis, que podem incluir multa e apreensão de equipamentos.
Moradores se queixam
Moradores do entorno reclamaram que a praça é tradicionalmente usada para lazer e descanso, e que a cobrança de entrada impede o acesso de quem não pode pagar. "A praça é pública, não pode ser privatizada por um bar. Estamos sendo impedidos de usar um espaço que é nosso", disse uma moradora que preferiu não se identificar.
O bar, por sua vez, justificou a cobrança como forma de custear a estrutura e garantir a segurança do evento. Em nota, o estabelecimento afirmou que "a praça estava abandonada e que a iniciativa trouxe movimento e alegria para a região". No entanto, a justificativa não convenceu os frequentadores habituais.
Outros casos semelhantes
Esta não é a primeira vez que bares e restaurantes ocupam espaços públicos sem autorização no Rio. Em 2023, um bar em Ipanema foi multado por montar uma estrutura na calçada sem licença. A prefeitura reforçou que vai intensificar a fiscalização durante a Copa para coibir abusos.
O caso do Leblon reacende o debate sobre o uso de espaços públicos por estabelecimentos comerciais. Especialistas em urbanismo apontam que a ocupação desordenada pode prejudicar o direito de ir e vir e a convivência democrática.
Impacto e próximos passos
A notificação da prefeitura prevê a desmontagem imediata da estrutura, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. O bar tem até 48 horas para retirar os equipamentos e liberar a praça. Caso descumpra, a Seop pode realizar a apreensão dos materiais.
O episódio também gerou repercussão nas redes sociais, com muitos internautas criticando a privatização de bem público. A Associação de Moradores do Leblon prometeu acionar o Ministério Público para garantir o cumprimento da lei.



