O navio Professor W. Besnard foi reflutuado nesta segunda-feira (15) no Porto de Santos, após ter afundado parcialmente em março devido a fortes chuvas. A embarcação, que estava fora de operação desde 2008, passava por reformas quando foi doada ao Instituto do Mar (Imar).
Operação de reflutuação
A empresa Marfort Serviços Marítimos, contratada pela Autoridade Portuária de Santos por R$ 8,6 milhões para a retirada emergencial, concluiu a reflutuação com auxílio de guindaste e bombas de sucção. O navio permanece apoiado por estruturas e será monitorado por 48 horas para avaliação da integridade.
Segundo a Marfort, o Besnard está sob monitoramento técnico contínuo, em etapas necessárias antes da definição das próximas fases da operação. A partir disso, será avaliada a possibilidade de levá-lo até um estaleiro nos próximos dias.
Histórico da embarcação
Com 49,3 metros de comprimento, o Besnard foi construído por encomenda do governo paulista e lançado ao mar em 1966. A embarcação passou pela costa brasileira, fez expedições no arquipélago de Cabo Verde e realizou mais de 260 viagens para a formação de pesquisadores, passando por mais de 10 mil pontos de coleta para estudos científicos. O navio levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras à Antártica.
Depois disso, passou por duas reformas na década de 1990 e um grande incêndio em 2008, que o deixou inoperante. Desde então, estava fora de operação e passava por reformas quando foi doado ao Imar.
Próximos passos
O contrato com a Marfort, válido por até seis meses, prevê plano de mergulho, segurança operacional, contenção de poluição e docagem em estaleiro. No estaleiro, o navio passará por nova inspeção e perícia para avaliar se poderá ser reformado pelo Imar.
"O perito vai dizer se esse casco dá para recuperar. Se a recuperação é só para que ele fique flutuando, ou se ele poderá voltar a navegar", disse o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, em abril.



