O barco que naufragou na baía do Marajó, no Pará, seguia para o município de Santa Cruz do Arari, no arquipélago do Marajó, quando começou a afundar nas proximidades da ilha de Cotijuba, em Belém. A ocorrência foi registrada na sexta-feira (31) e confirmada pela Polícia Civil no sábado (1º).
Segundo relatos de passageiros, a embarcação transportava pessoas e mercadorias. As circunstâncias do acidente ainda estão sob investigação, mas a Polícia Civil trabalha com a hipótese de falha mecânica como causa do naufrágio.
Resgate e atendimento
Todos os 15 ocupantes foram resgatados com vida antes que o barco afundasse completamente. Não houve registro de mortos ou feridos, apenas perdas materiais. As equipes de socorro prestaram atendimento às pessoas retiradas da água.
A Polícia Civil não detalhou como foi feito o resgate. A prioridade, segundo a corporação, foi garantir a integridade dos passageiros e da tripulação. Até o momento, não foi divulgado o nome das pessoas que estavam a bordo.
Investigação da Polícia Civil
A delegacia de Ponta de Pedras, cidade localizada no Marajó, abriu investigação para apurar as circunstâncias do naufrágio. A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela unidade, sem antecipar prazos para conclusão.
A reportagem também entrou em contato com a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos de Transporte do Estado do Pará (Artran) para saber se a embarcação estava regular, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A situação da autorização do barco, portanto, segue indefinida.
Transporte fluvial no Marajó
O naufrágio ocorre em uma região onde o transporte por barcos é essencial. O Marajó é uma região formada por várias ilhas, cortadas por rios e canais, e o barco é o principal meio de transporte para a população. A rota entre Belém e Santa Cruz do Arari é utilizada tanto por moradores quanto por turistas.
Embarcações que fazem essas travessias costumam transportar passageiros e cargas ao mesmo tempo, o que aumenta a preocupação com a segurança. A falta de resposta da Artran sobre a regularidade do barco reforça questionamentos sobre a fiscalização desses serviços.
Próximos passos
A investigação da Polícia Civil deverá esclarecer se a falha mecânica foi a única causa do naufrágio ou se houve outros fatores, como falta de manutenção ou excesso de carga. Também será verificado se a embarcação tinha autorização para operar na rota.
A Polícia Civil não divulgou se a embarcação será retirada do local. As investigações seguem em andamento, e novos detalhes podem ser divulgados nos próximos dias.



