Expansão dos terminais impulsiona ferrovia
A Ferrovia Norte-Sul, um dos principais corredores logísticos do Brasil, está prestes a experimentar um salto na movimentação de cargas. A concessionária responsável pela operação anunciou que a conclusão de novos terminais ao longo do traçado deve elevar o volume transportado em até 30% nos próximos dois anos. A ampliação da capacidade é vista como essencial para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste e reduzir custos logísticos.
Investimentos em infraestrutura
Os terminais estão sendo construídos em pontos estratégicos, como em Porto Nacional (TO) e Estreito (MA), com investimento total de R$ 1,2 bilhão. Eles permitirão a transferência mais eficiente de grãos, fertilizantes e combustíveis entre a ferrovia e as rodovias. Segundo o diretor de operações da concessionária, Carlos Mendes, "a expectativa é que a capacidade de transporte salte de 15 milhões para 20 milhões de toneladas por ano já em 2027".
Impacto no agronegócio
O aumento da capacidade deve beneficiar diretamente produtores rurais de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia. A soja e o milho, principais produtos escoados pela ferrovia, terão redução de custos de frete em cerca de 15%, segundo estimativas do setor. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) destacou que "a ferrovia é vital para a competitividade do agro brasileiro".
Cronograma das obras
As obras nos terminais estão em fase final. O terminal de Porto Nacional deve começar a operar em setembro, enquanto o de Estreito está previsto para janeiro de 2027. Juntos, eles adicionarão 500 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem. A concessionária também planeja a construção de mais dois terminais nos próximos anos, em Tocantins e no Maranhão, para atender à crescente demanda.
Desafios logísticos
Apesar do otimismo, a integração com outros modais ainda é um gargalo. A malha rodoviária que conecta os terminais precisa de melhorias, e a concessionária negocia com o governo federal investimentos em acessos. Especialistas apontam que a eficiência da Norte-Sul depende de uma rede integrada de transportes. "Sem investimentos em rodovias e portos, o potencial da ferrovia não será totalmente aproveitado", alerta o professor de logística da UFMG, João Silva.



