Auditoria na malha ferroviária do RJ revela cinco problemas críticos
Auditoria na malha ferroviária do RJ revela 5 problemas

O sistema de transporte ferroviário de passageiros do Rio de Janeiro passa por uma auditoria técnica iniciada em junho, realizada pela Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM), contratada pela Trens-RJ para diagnosticar as condições da malha operada pela nova permissionária desde 30 de maio. A conclusão está prevista em 60 dias, mas cinco problemas já foram identificados.

Frota insuficiente

A Trens-RJ opera com 143 composições, 48 a menos que as 201 utilizadas pela antiga concessionária SuperVia. A diferença deve-se à retirada de trens obsoletos ou inservíveis de circulação.

Acúmulo de lixo na via férrea

Grande quantidade de lixo é encontrada ao longo dos 270 km de trilhos. No trecho entre Triagem e Maracanã, próximo à Mangueira, há montanha de detritos e restos de peças de veículos. Carcaças de automóveis também são abandonadas perto da estação Costa Barros, em áreas com histórico de atuação de criminosos do Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. O lixo despejado irregularmente cresceu: em março de 2025, foram recolhidas 3,6 mil toneladas, contra 4 mil toneladas em todo o ano de 2020, incluindo sofás, TVs, entulho e plásticos.

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Estações degradadas e falta de acessibilidade

Das 104 estações, muitas não possuem rampas, elevadores ou escadas rolantes. Algumas escadas rolantes estão paradas por falta de peças, como em Maracanã, Méier e Madureira – nesta última, o equipamento está inoperante há cerca de dois anos. O orçamento para reparo de escadas e elevadores é de R$ 1,8 milhão.

Custos elevados de segurança

A malha tem 97 pontos críticos que exigem vigilância constante, principalmente subestações de energia. Segundo levantamento da Trens-RJ, são gastos entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões mensais com serviços de vigilância e equipes de apoio aos passageiros.

Obras inacabadas

Há pelo menos oito projetos iniciados e não concluídos. Um exemplo é a construção de um reservatório de água para combate a incêndio na estação Central do Brasil, principal terminal ferroviário do estado. A estação, tombada pelo Iphan, sofre com a presença de usuários de drogas e camelôs em seu entorno.

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