Taxa de desemprego cai para 5,4% no trimestre até junho de 2026
Taxa de desemprego cai para 5,4% no trimestre até junho

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, quando a taxa era de 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (abril a junho de 2025), a redução foi de 0,4 ponto percentual, já que na época a taxa era de 5,8%.

O que é a PNAD Contínua?

A PNAD Contínua é a principal pesquisa domiciliar do Brasil, realizada trimestralmente pelo IBGE. Ela investiga características da força de trabalho, como ocupação, desocupação e subutilização, em todo o território nacional. A pesquisa abrange aproximadamente 211 mil domicílios por trimestre, fornecendo dados representativos para o país, grandes regiões, estados e regiões metropolitanas. A taxa de desocupação, indicador chave, mede a proporção de pessoas desocupadas em relação à força de trabalho.

Queda consistente ao longo dos trimestres

O resultado de 5,4% no segundo trimestre de 2026 mantém a tendência de queda observada nos últimos períodos. No trimestre de janeiro a março de 2026, a taxa já havia recuado 0,3 ponto percentual ante o trimestre de outubro a dezembro de 2025, quando estava em 6,4%. A melhora no mercado de trabalho brasileiro reflete, em parte, o crescimento econômico e a geração de empregos formais. Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em junho de 2026 foi estimado em 100,2 milhões, um aumento de 1,2% na comparação com o trimestre anterior.

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Impactos na economia e no consumo

A redução da taxa de desemprego tem efeitos positivos sobre a renda das famílias e o consumo. Com mais pessoas empregadas, a massa de rendimentos tende a crescer, estimulando o comércio e os serviços. Economistas apontam que a taxa de 5,4% é a menor desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. No entanto, a desocupação ainda atinge cerca de 5,8 milhões de brasileiros, que continuam em busca de oportunidades. O mercado de trabalho formal registrou saldo positivo de 200 mil vagas com carteira assinada no período, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Comparação internacional

A taxa de desemprego brasileira de 5,4% está abaixo da média dos países da América Latina, que gira em torno de 7%, e também abaixo de economias desenvolvidas como a zona do euro (6,5%) e os Estados Unidos (3,7% em junho de 2026). No entanto, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais, como a informalidade, que atinge cerca de 40% dos trabalhadores. A queda na desocupação é um sinal positivo, mas analistas alertam para a necessidade de políticas que promovam empregos de qualidade e melhorem a produtividade.

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