Treinador de futebol é preso em Araçatuba suspeito de armazenar conteúdo sexual de adolescentes
Um treinador de futebol foi preso na terça-feira (2) em Araçatuba (SP) sob suspeita de armazenar fotos e vídeos com conteúdo sexual de adolescentes. De acordo com o boletim de ocorrência, o investigado entrava em contato com as vítimas, todas do sexo masculino, por meio das redes sociais. Aproveitando sua posição como treinador, ele pedia fotos íntimas com o falso pretexto de que faria uma avaliação física para o início das atividades dos alunos no futebol.
A investigação apontou que o homem utilizava manipulação emocional, inclusive com discurso religioso, para evitar qualquer resistência por parte das vítimas. O treinador também se aproveitava do pretexto de ter sido policial, visando passar maior credibilidade durante a troca de mensagens com os menores.
Mandado de prisão e apreensão de materiais
Após autorização da Justiça, a Polícia Civil de Gabriel Monteiro cumpriu um mandado de prisão na casa do investigado em Araçatuba. No local, o treinador recepcionou os policiais e entregou seus aparelhos celulares de forma espontânea. Durante as buscas realizadas no interior do imóvel, a polícia localizou uma réplica de arma de fogo tipo airsoft, duas cápsulas de munição, um pendrive que continha um álbum com 18 cópias e duas originais de registros gerais (RGs) de adolescentes.
Análise dos dispositivos eletrônicos
Ao analisarem os aparelhos celulares, os agentes confirmaram a existência de armazenamento de várias fotografias e vídeos de conteúdo explícito envolvendo adolescentes do gênero masculino. Em um dos celulares do treinador, identificou-se que uma conta de uma rede social havia sido desabilitada por violação às regras da plataforma relativas à exploração sexual infantil. Os dispositivos eletrônicos apreendidos foram encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para extração e análise pericial dos dados armazenados, com a finalidade de obter mais informações para a investigação do caso.
Prisão e liberação mediante fiança
Diante desse contexto, foi dada voz de prisão em flagrante ao suspeito. Ele optou por exercer seu direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório policial e, posteriormente, foi arbitrada e paga a fiança, resultando na expedição do alvará de soltura, permitindo que o indiciado respondesse em liberdade.



