Um homem de 51 anos é o terceiro baleado em um tiroteio ocorrido no sábado (1º) em Resende, no Sul Fluminense. A ocorrência foi registrada na Rua José Vilela Paiva, no bairro Novo Surubi. Segundo a Polícia Militar, os agentes já estavam no Hospital de Emergências de Resende para qualificar as vítimas dos disparos quando foram informados sobre o homem, que havia dado entrada na unidade minutos antes com ferimentos causados por tiros.
Polícia Militar já acompanhava outras vítimas no hospital
A PM estava no hospital para fazer a qualificação das vítimas — procedimento que inclui a coleta de dados pessoais, a descrição dos ferimentos e o esclarecimento do que aconteceu, a fim de subsidiar o registro policial. Foi durante esse trabalho que os agentes tomaram conhecimento do novo paciente baleado. A corporação não informou como o homem chegou à unidade, nem se foi trazido por socorristas ou por pessoas que estavam no local do tiroteio.
Com a chegada desse terceiro caso, o número de feridos no incidente subiu para três. A polícia não divulgou o estado de saúde do homem de 51 anos nem das outras duas vítimas. O g1 entrou em contato com o Hospital de Emergências de Resende para obter informações, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
O Hospital de Emergências de Resende é uma unidade de referência no atendimento a traumas e urgências na região Sul Fluminense. Por isso, é comum que pessoas feridas em ocorrências violentas na cidade e em municípios vizinhos sejam encaminhadas para o local. Devido ao sigilo médico, os hospitais frequentemente não têm autorização para divulgar boletins de pacientes vítimas de violência. Nesses casos, a informação só é repassada aos familiares ou à autoridade policial responsável pela investigação.
Casos inicialmente separados foram unificados pela polícia
De acordo com a PM, depois de atender as vítimas no hospital, os agentes seguiram para a delegacia. Na unidade policial, constataram que as ocorrências, que inicialmente foram tratadas como distintas, possuíam ligação. O caso, então, foi registrado na delegacia de Resende, que ficou responsável pelas investigações.
Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. As motivações do crime e a identidade da vítima de 51 anos eram desconhecidas. A PM também não explicou por que as primeiras ocorrências foram tratadas como casos separados, nem se a ligação foi percebida por causa das informações colhidas no hospital ou por outros meios.
O que se sabe até agora
- O tiroteio aconteceu no sábado (1º) na Rua José Vilela Paiva, no bairro Novo Surubi, em Resende (RJ).
- Três pessoas foram baleadas no mesmo episódio, segundo a Polícia Militar.
- A terceira vítima é um homem de 51 anos, que deu entrada no Hospital de Emergências minutos após os primeiros feridos.
- Os agentes da PM estavam no hospital para qualificar as outras vítimas.
- Inicialmente tratados como distintos, os casos foram unificados na delegacia.
- Não há presos, a motivação é desconhecida e as identidades não foram divulgadas.
Investigação deve incluir depoimentos e análise de imagens
A Polícia Civil de Resende deve instaurar inquérito para apurar as causas e circunstâncias do tiroteio. Entre as diligências possíveis estão a oitiva de testemunhas, a requisição de imagens de câmeras de segurança instaladas na Rua José Vilela Paiva e em vias próximas, e o levantamento de informações com moradores do bairro Novo Surubi. A perícia também pode ser acionada para identificar a quantidade e a origem dos disparos.
Resende é uma das maiores cidades do Sul Fluminense e fica próxima à divisa com o estado de São Paulo. A ocorrência no bairro Novo Surubi gerou grande movimentação de equipes policiais e de socorro, mas até o momento as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a dinâmica do crime. A Polícia Civil de Resende não informou se as investigações já têm alguma linha de suspeita. Também não foi detalhado se o tiroteio aconteceu em via pública ou em um imóvel, apesar de o endereço ter sido registrado no boletim de ocorrência.
Qualquer informação que possa ajudar nas investigações pode ser repassada à delegacia local, inclusive por meio do Disque Denúncia, sem necessidade de identificação. O caso segue sob investigação. A reportagem acompanhará eventuais atualizações sobre o estado de saúde das vítimas e o andamento do inquérito.



