O suspeito de matar Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, foi preso nesta quarta-feira (22) em Maringá, no Norte do Paraná. A Polícia Civil (PC-PR) não divulgou o nome do suspeito nem detalhes sobre a prisão. O corpo da idosa foi encontrado em Porto Tigre, em Nova Londrina, no Noroeste do Paraná, no dia 14 de julho, um dia antes de o desaparecimento completar um mês.
Desaparecimento e últimas notícias
Segundo a família, a última vez que Eulália deu notícias foi no dia 15 de junho, quando saiu de casa sem avisar os filhos e pegou um ônibus de Maringá para Nova Londrina. De acordo com o relato de uma amiga, Eulália pretendia comprar uma propriedade na cidade. A filha, Josiane da Silva Lima, contou ao g1 que a mãe saiu de casa cedo e pegou um ônibus em direção à rodoviária de Maringá. Imagens de câmeras de segurança registraram a mulher fazendo o trajeto.
Josiane afirma que a mãe comprou uma passagem para Nova Londrina e embarcou no ônibus. Foi confirmado que Eulália desembarcou na cidade às 12h41. No dia em que sumiu, um dos filhos tentou ligar para a mãe, mas o celular estava desligado. Ela chegou a responder uma mensagem às 12h31, mas, a partir das 12h46, não esteve mais online e não deu mais notícias.
Encontro do corpo e investigação
O corpo de Eulália foi encontrado por um pescador no rio, parcialmente submerso, enroscado em galhos, a cerca de quatro metros de distância da margem, segundo o Corpo de Bombeiros. Como estava em estado avançado de decomposição, foi levado para análise, passou por exames e foi reconhecido por meio da arcada dentária. O resultado foi divulgado seis dias depois pela Polícia Civil.
"Uma amiga dela entrou em contato comigo, dizendo que ela comentou que estava comprando uma propriedade em Nova Londrina e disse que era para guardar segredo. Ela estava comprando essa propriedade de um amigo que ela conheceu e que conhecia já há um tempo, então acreditamos que ela caiu em um golpe", disse Josiane.
Detalhes da investigação
A filha descobriu que Eulália foi a dois bancos para sacar dinheiro uma semana antes de viajar. Contudo, ainda não se sabe qual quantia foi retirada. Josiane afirma que a mãe era lúcida, sempre foi muito independente e nunca deixou de dar notícias aos familiares. "Nosso pai faleceu muito cedo, há mais de 30 anos, e ela sempre cuidou demais dos filhos. Sempre foi mãe e pai, então mandava mensagem para nós todos os dias. Jamais ia ficar sem falar com a gente por querer. Tanto que, desde o primeiro dia, já sentimos falta e já desesperamos", informou Josiane.



