Preso suspeito de matar ex-companheira a pauladas em Jaboticabal
Suspeito de feminicídio em Jaboticabal é preso

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (16) Edson Luiz Antônio da Silva, suspeito de matar a ex-companheira Josemeire Aparecida Silva, de 40 anos, em Jaboticabal, interior de São Paulo. O crime ocorreu na última segunda-feira (13), quando Josemeire foi espancada com pauladas pelo ex-companheiro. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Detalhes da prisão

De acordo com a polícia, Edson foi localizado em uma casa na zona rural de Jaboticabal, onde tentava se esconder. Contra ele já havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. A captura foi realizada por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jaboticabal e da Polícia Militar. O suspeito foi encaminhado à cadeia pública e permanece à disposição da Justiça.

O crime

Segundo informações da DDM, Josemeire foi agredida com diversos golpes de pau na cabeça e no corpo. Vizinhos ouviram os gritos e acionaram a polícia, mas quando os agentes chegaram, a vítima já estava morta. A perícia constatou múltiplas fraturas cranianas e hemorragia interna. O ex-companheiro, que já tinha histórico de violência doméstica, fugiu logo após o crime.

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“Infelizmente, mais uma mulher perde a vida para a violência doméstica. Estamos trabalhando para que o autor seja responsabilizado”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Maria Aparecida Santos.

Contexto de violência

De acordo com o boletim de ocorrência, Josemeire já havia registrado queixas contra Edson por ameaças e agressões anteriores. Medidas protetivas haviam sido solicitadas, mas não foram cumpridas integralmente. O feminicídio em Jaboticabal é o terceiro registrado na cidade em 2023, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O estado registra uma média de 45 feminicídios por mês, com alta de 12% em relação ao ano anterior.

Investigação e próximos passos

A polícia agora investiga se Edson teve ajuda para se esconder. O inquérito será concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público, que oferecerá denúncia por feminicídio. A pena pode chegar a 30 anos de reclusão, conforme a Lei 13.104/2015.

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