A polícia alemã matou a tiros o suspeito do atropelamento que atingiu uma multidão durante a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim, ocorrida no domingo, 25 de julho de 2026. O incidente deixou uma pessoa morta e 16 feridas.
Detalhes da operação policial
De acordo com as autoridades, o suspeito identificado como Abdul Ballout, de 21 anos, foi localizado após uma intensa perseguição. Ao ser abordado, ele avançou contra os agentes portando uma arma branca, o que levou à reação fatal da polícia. A informação foi divulgada pela própria corporação em sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter).
Contexto do ataque
O atropelamento ocorreu por volta das 14h locais, quando um veículo avançou contra os participantes da parada, que celebrava a diversidade sexual e de gênero. A Polícia de Berlim confirmou que uma mulher de 30 anos morreu no local e outras 16 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. O motorista fugiu logo após o ataque, desencadeando uma operação em larga escala.
Investigação em andamento
As autoridades não descartam a hipótese de crime motivado por ódio contra a comunidade LGBTQIA+. A polícia informou que investiga a vida pregressa de Abdul Ballout, incluindo possíveis ligações com grupos extremistas. "Estamos analisando todos os elementos para entender a motivação do ataque", afirmou um porta-voz da polícia em entrevista coletiva. A comunidade LGBTQIA+ de Berlim manifestou consternação e exigiu justiça.
Reações e segurança
O prefeito de Berlim, Kai Wegner, classificou o ataque como "um ato de violência brutal contra a liberdade e a diversidade". Ele afirmou que a cidade está em luto e que medidas de segurança serão reforçadas em futuros eventos. A Parada do Orgulho, que reúne centenas de milhares de pessoas todos os anos, prosseguiu após o incidente, mas com forte presença policial.
A polícia alemã, que tem sido criticada por demora na resposta a ataques anteriores, defendeu sua ação. "Nossos agentes agiram dentro do protocolo ao se depararem com uma ameaça iminente", disse o chefe da polícia de Berlim, Barbara Slowik. O suspeito estava armado com uma faca e não obedeceu às ordens de parada, segundo boletim oficial.
Impacto na comunidade LGBTQIA+
Líderes do movimento LGBTQIA+ pediram que a investigação seja transparente e que a justiça seja feita. "Não vamos nos calar diante da violência. Este ataque não nos intimidará", declarou uma representante do orgulho LGBTIQ+ de Berlim, durante uma vigília realizada na noite de domingo. A parada deste ano ocorria em um clima de celebração, mas também de alerta, dado o aumento de ataques contra a comunidade na Alemanha.
Dados oficiais mostram que crimes de ódio contra LGBTQIA+ cresceram 20% em 2025 em relação ao ano anterior, com Berlim registrando o maior número de incidentes. O atropelamento em massa reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas mais rigorosas contra a violência motivada por preconceito.
Desfecho do suspeito
Abdul Ballout, que havia fugido do local do atropelamento em alta velocidade, foi localizado horas depois em um bairro residencial de Berlim. Ao ser cercado pela polícia, ele recusou-se a se render e avançou contra os agentes com uma arma branca. Os policiais efetuaram disparos, e o suspeito morreu no local. Nenhum policial ficou ferido na ação.
A polícia está realizando perícia no veículo utilizado no ataque, um carro prata, que foi apreendido. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para reconstituir a rota de fuga. A identificação formal do suspeito foi confirmada por documentos encontrados no carro e por registros policiais.
O caso segue sob investigação, com a polícia pedindo que qualquer pessoa com informações adicionais entre em contato. A cidade de Berlim decretou luto oficial de três dias e bandeiras foram hasteadas a meio mastro em prédios públicos.



