O secretário de governo de São Paulo, Roberto Carneiro (Republicanos), deixará a pasta na próxima semana para se dedicar à campanha de reeleição do governador Tarcísio de Freitas. O secretário-executivo da pasta, Marcelo de Oliveira, assumirá o cargo de forma interina.
Trajetória e substituição
Carneiro assumiu a Secretaria de Governo em março deste ano, após ter ocupado a Casa Civil do estado. Sua passagem pela Casa Civil teve como objetivo melhorar a articulação política do governo. Ele também é presidente estadual do Republicanos em São Paulo.
O anúncio de sua saída ocorre em um momento estratégico, com a campanha eleitoral se aproximando. A expectativa é que Carneiro atue na coordenação política da reeleição de Tarcísio.
Convenção do PSD e ausência do governador
No último domingo (26), Carneiro compareceu à convenção do PSD em São Paulo, partido que apoiará a reeleição de Tarcísio. O governador, no entanto, não esteve presente — viajou para a região de Ribeirão Preto para visitar cidades atingidas por fortes chuvas.
A presença de Carneiro na convenção sinaliza o alinhamento entre as legendas. O PSD, que integra a base aliada, deve reforçar o palanque do governador.
Apoio a Flávio Bolsonaro e convenção do PL
Tarcísio declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. No sábado (25), ele participou da convenção do PL em São Paulo, onde discursou. Na ocasião, afirmou que Flávio será o “maior presidente da história” e que ele “não está aqui pelo sobrenome”.
Também esteve presente na convenção a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, do Republicanos, cotada para ser vice na chapa de Flávio. Ela discursou durante o evento.
Decisão do Republicanos
O Republicanos, partido de Carneiro e de Daniella Marques, deve definir ainda esta semana se apoiará oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro ou adotará posição de neutralidade na eleição presidencial. A decisão pode impactar a articulação política em São Paulo e a campanha de Tarcísio.
Roberto Carneiro, como presidente estadual da sigla, terá papel relevante nessa definição, mesmo após deixar o cargo no governo.



