O Santos Futebol Clube enfrenta uma grave crise financeira, com três meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem do elenco. A situação foi confirmada pelo diretor-executivo Alexandre Mattos durante entrevista em Valencia, onde o time enfrenta a Universidad Central da Venezuela pela Conmebol Sul-Americana. O dirigente participou de uma reunião com os jogadores no domingo para discutir o problema e buscar soluções.
Declarações de Alexandre Mattos sobre a crise
Mattos afirmou que a gestão atual herdou uma situação delicada, com o clube na segunda divisão. "Todo mundo sabe que é uma situação delicada desde quando essa gestão entrou, e o time estava na segunda divisão. O que move hoje é o Santos, o tamanho, a tradição e a credibilidade que o presidente Marcelo (Teixeira) possui no geral. Não tem como fugir disso", declarou. Ele esclareceu que a reunião de domingo foi agendada previamente e serviu para apresentar a realidade financeira: "No domingo íamos passar a situação, a dificuldade, é a primeira vez dessa gestão que chegou mais a situação financeira do não-pagamento".
Prioridade é regularizar pagamentos internos
Com o atraso acumulado, o Santos deve evitar o mercado de transferências. O clube enfrenta um transfer ban da Fifa devido a uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, o que impede o registro de novos reforços. "Não podemos pensar em pagar transfer ban e não arrumar aqui dentro. Prioridade é manter a casa em ordem. Primeira vez em dois anos e meio que alongou um pouquinho a imagem, e vamos priorizar o pagamento aqui dentro", garantiu Mattos.
O diretor-executivo trabalha para gerar novas receitas e amenizar a questão financeira com o elenco. Segundo ele, os jogadores devem receber um mês do débito até o dia 31. "As coisas vão se resolver. A maior dificuldade do Santos são receitas, nós todos, e assumo minha responsabilidade, temos que produzir receita para talvez a mais difícil missão que envolve o Santos", comentou.
Venda de atletas como alternativa
Para equilibrar as contas, o Santos aposta na venda de jogadores. Recentemente, o lateral Souza foi negociado com o Tottenham, da Inglaterra, por mais de R$ 90 milhões. Mattos destacou a importância de criar receitas: "Não tiro minha responsabilidade. Estou responsável pelos resultados, principalmente os negativos. Presidente faz tudo o que pode e não pode para fazer o Santos estar bem, seja em estrutura, em gestão, em finanças. Nossa obrigação como profissional é tentar ajudá-lo criando receitas".
O dirigente pediu confiança e afirmou que continuará trabalhando para acalmar o ambiente e controlar a situação. "O futebol é o carro-chefe, e o que interessa ao diretor é contratar, mas o que mais fazemos é acalmar o ambiente, ter jogo de cintura, controlar e mobilizar quem está aqui. Isso diariamente. Vou continuar fazendo isso pelo resto do ano, a gente vê pela frente o que se consegue. Estou confiante que vamos dar resultados", encerrou.



