O Rio Grande do Sul segue em alerta máximo devido à cheia dos rios após os temporais que atingiram o estado. A água continua avançando sobre áreas urbanas, e centenas de pessoas precisaram deixar suas casas. Na noite de terça-feira (28), uma chuva de granizo cobriu ruas de branco em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O temporal também provocou destruição no interior de Flores da Cunha, onde um vendaval danificou uma escola e parte de uma igreja.
Relatos de moradores e prejuízos
"Você vê o teu passado vindo ao chão. As memórias voltam à tona e é muito difícil. Tem que ter muita calma e muita perseverança nesse momento", relatou um morador. As chuvas superaram os 100 milímetros em municípios do Vale do Paranhana e fizeram os rios subir. Quando o nível ultrapassa a cota de inundação, a água transborda e invade bairros e residências.
Foi o que aconteceu em Rolante. "Era 3 horas da manhã, o rio começou a encher. Daí eu fui ajudar os vizinhos que precisavam de ajuda para erguer as coisas. E fui deixando a minha para trás", contou um morador. Ao longo do dia, o nível da água recuou, mas os prejuízos permaneceram.
Ciclo de enchentes se repete
Uma das casas atingidas já havia sofrido danos durante a enchente de 2024. Os moradores estavam reformando o imóvel, mas tiveram que interromper novamente os trabalhos. A residência ainda tinha rachaduras nas paredes. A família se mudou para a casa de parentes e estava trabalhando na reforma, mas os planos terão de ser adiados mais uma vez. Nesta semana, a família precisou se dedicar à retirada da lama que tomou conta de todos os cômodos. Segundo os moradores, a água chegou a cerca de meio metro dentro da residência.
"Aqui ainda tem água dentro que eu não consegui tirar. Aqui eu já dei uma limpada. E tem bastante barro e lama", disse a dona de casa Sabrina Silva.
Lajeado volta a sofrer com cheia
Em Lajeado, no Vale do Taquari, o Rio Taquari voltou a avançar sobre a cidade. Famílias que já tinham retornado para casa após as enchentes precisaram deixar os imóveis novamente e voltar para abrigos. A situação é de alerta contínuo, com a Defesa Civil monitorando os níveis dos rios e orientando a população para possíveis evacuações.



