Rope jump: vídeos de saltos anteriores viralizam após morte de jovem
Rope jump: vídeos de saltos anteriores viralizam após morte

Vídeos de saltos de rope jump realizados anteriormente na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, viralizaram nas redes sociais após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. No sábado (13), a jovem foi lançada sem estar presa às cordas de segurança e caiu de aproximadamente 40 metros de altura. O g1 reuniu diversas gravações feitas no mesmo local, mas em datas anteriores, que mostram a prática do esporte na estrutura.

O que é o rope jump?

O rope jump é uma modalidade que utiliza cordas estáticas, sem elasticidade. Após a queda, o praticante realiza um movimento de balanço, semelhante a um pêndulo. Diferentemente do bungee jump, que usa corda elástica e provoca quiques para cima e para baixo, o rope jump oferece uma experiência de queda livre seguida de um balanço controlado.

Registros dos saltos

Nas gravações, é possível observar que alguns praticantes optam por ser lançados da ponte, no estilo conhecido como "aviãozinho", enquanto outros saltam por conta própria. Há até mesmo registros de pessoas saltando com bicicletas e com crianças no colo. Em todos os casos, os participantes estavam devidamente presos à corda de segurança, ao contrário do que ocorreu com Maria Eduarda.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Relato de biomédica

A EPTV, afiliada da TV Globo, ouviu uma biomédica que saltou de rope jump com a mesma equipe responsável pelo salto de Maria Eduarda. Josiane Francischini Pereira, de Serrana (SP), esteve em Limeira em maio e classificou a atuação do grupo como desorganizada. Ela destacou a falta de profissionalismo e a ausência de procedimentos de segurança adequados.

Ponte com histórico de acidentes

A Ponte do Esqueleto, localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, tem um histórico alarmante de acidentes. Desativada para veículos há 30 anos, a estrutura de 40 metros de altura é usada para esportes de aventura, como ciclismo e saltos. Em abril de 2024, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, morreu ao cair da ponte. Em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas após caírem do mesmo local.

Responsabilidade pela ponte

A Ponte do Esqueleto pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em propriedades particulares. O governo federal informou que o processo de incorporação à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026. A União afirma que, mesmo antes, pediu apoio às prefeituras para bloquear o acesso. Em 2024, a ponte foi bloqueada por alguns meses, mas reaberta após discussões na Câmara de Limeira, defendida por empresários locais.

A Prefeitura de Limeira declarou que vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências dos órgãos federais. Após a tragédia, o prefeito Murilo Félix (Podemos) afirmou que a situação é insustentável e que a responsabilidade pela fiscalização e manutenção é exclusivamente federal. A Câmara Municipal também já havia enviado ofícios cobrando segurança, sem retorno concreto.

O governo federal, por sua vez, defende que todos os níveis de poder precisam unir esforços para impedir o acesso à ponte e coibir atividades ilegais, decidindo em conjunto o futuro da estrutura.

A tragédia

Um vídeo que circula nas redes mostra Maria Eduarda sendo carregada por três funcionários até a borda da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, imediatamente após a queda, ouvem-se gritos de desespero: "a corda" e "gente, a corda". A jovem caiu de 40 metros e teve a morte constatada no local pelo Samu e Corpo de Bombeiros.

Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima ficou enrolado no chão da estrutura. Uma testemunha que saltaria em seguida relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança para Maria Eduarda. Os três instrutores presos não souberam explicar o erro, alegando não se lembrar de quem era a obrigação de colocar a corda ou por que a fiscalização final não foi feita.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar