Rodoviários rejeitam proposta e mantêm estado de greve no Rio
Rodoviários mantêm greve no Rio após rejeitar proposta

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira na sede do Sindicato dos Rodoviários, em Rocha Miranda, cerca de 250 trabalhadores rejeitaram a proposta feita pelo Rio Ônibus durante a última audiência de conciliação realizada na quarta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). A categoria decidiu manter o estado de greve.

Negociações por empresa e possibilidade de paralisações

Segundo o sindicato, a partir de agora as negociações passarão a ser conduzidas diretamente com cada empresa e existe a possibilidade de paralisações pontuais por empresa. "Os rodoviários reprovaram por unanimidade a proposta do Rio Ônibus de 5% de reajuste salarial e 6% na cesta básica, e deliberaram para que a negociação permaneça, mas por empresa agora. Então está mantido o estado de greve e a negociação será por empresa. Pode haver paralisação por empresa porque a categoria entende que assim não trará maiores transtornos para a população", disse Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários.

Ações na Justiça do Trabalho

Durante a assembleia, o sindicato também decidiu ingressar com ações na Justiça do Trabalho para cobrar das empresas o pagamento ou o cumprimento dos 30 minutos diários de intervalo que, segundo a entidade, vêm sendo utilizados como "tempo de placa", período em que os motoristas permanecem à disposição da empresa nos pontos finais embarcando passageiros. Nas empresas em que houver avanço nas negociações, serão firmados acordos coletivos de trabalho.

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Quinta rodada de negociação sem acordo

Na quinta rodada de negociação entre rodoviários e empresários, ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira, as partes não chegaram a um acordo sobre as demandas dos motoristas. As empresas mantiveram reajuste salarial de 5%, contra os 12% pedidos pela categoria, e propuseram aumento de 6% na cesta básica, que chegaria a cerca de R$ 700. O Sindicato dos Rodoviários rejeitou a proposta, alegando que, com os descontos, a cesta chegaria a cerca de R$ 600, valor que não mudaria a vida dos trabalhadores, justifica a entidade. Assim, os motoristas mantiveram o estado de greve, o que significa que eles podem iniciar uma paralisação a qualquer momento.

Próximos passos

Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José afirmou, porém, que não há expectativa de nova greve no momento. Na quinta-feira, a categoria se reunirá em assembleia, a partir das 16h, na sede da entidade, na Estrada do Otaviano, 404, em Rocha Miranda, para discutir os termos da negociação desta quarta e os próximos rumos da mobilização. O sindicato afirma que recorrerá à Justiça. As partes têm dez dias para apresentar recurso ao TRT.

Inicialmente, os trabalhadores pediram reajuste salarial de 17% e depois baixaram para 12%. De acordo com os representantes da Rio Ônibus, o sindicato patronal, não haverá uma nova proposta de ajuste salarial. Os empresários haviam se comprometido a debater nesta última reunião outras questões, como a cesta básica. Outro pedido dos motoristas é que o intervalo de 30 minutos para almoço seja reajustado.

No último dia 2, a classe suspendeu a paralisação na esperança de que as negociações avançassem. As outras tentativas de acordo sob mediação do TRT-RJ aconteceram nos dias 30/6, 1º/7, 6/7 e 15/7. Em nota, o Rio Ônibus informou que segue em negociações visando o acordo e aguarda o resultado da assembleia do Sindicato dos Rodoviários.

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