Rio de Janeiro lidera ranking de roubos de medicamentos
O estado do Rio de Janeiro concentra 40% dos roubos de medicamentos em todo o Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos (Abradimex). O índice alarmante acendeu o sinal de alerta no setor farmacêutico, que teme o desabastecimento de remédios essenciais e o agravamento dos riscos à saúde dos pacientes.
Operação Metástase revela mercado clandestino
Na última terça-feira, a Operação Metástase, deflagrada em São Paulo, apreendeu dezenas de caixas de medicamentos avaliadas em mais de R$ 4 milhões, incluindo um veículo Jaguar utilizado no transporte ilegal. A ação evidenciou a expansão de um mercado clandestino que se aproveita da alta demanda por remédios de alto custo.
Custos crescentes com segurança e seguros
O aumento dos roubos tem pressionado as distribuidoras a investir em escolta armada, sistemas de rastreamento e seguros de carga. Esses custos adicionais podem levar as empresas a reduzir a atuação no estado ou repassar os valores para o consumidor final, comprometendo a competitividade do setor e a acessibilidade aos medicamentos.
Segundo a Abradimex, o cenário é crítico: "O Rio de Janeiro se tornou o epicentro dos roubos de medicamentos, e isso representa uma ameaça direta ao abastecimento e à saúde pública. Se nada for feito, podemos enfrentar falta de remédios essenciais para tratamentos oncológicos, cardiológicos e outras doenças crônicas", alertou o presidente da entidade.
Risco de desabastecimento e impacto na saúde
O desabastecimento de medicamentos pode ter consequências graves para pacientes que dependem de tratamentos contínuos. A interrupção no fornecimento de remédios controlados ou de alto custo, como os utilizados em quimioterapia, pode levar a complicações de saúde e até mesmo ao aumento da mortalidade.
Além disso, o mercado ilegal de medicamentos roubados coloca em risco a qualidade dos produtos, que podem ser armazenados ou transportados de forma inadequada, perdendo eficácia ou até mesmo se tornando nocivos.
Setor cobra ações do poder público
Distribuidoras e entidades do setor farmacêutico cobram medidas mais efetivas do poder público para combater o roubo de cargas. Entre as solicitações estão o fortalecimento da segurança nas rodovias, a criação de delegacias especializadas e a integração de informações entre polícias estaduais e federais.
"Precisamos de uma ação coordenada para desarticular as quadrilhas que atuam nesse crime. O Rio de Janeiro não pode continuar sendo o principal alvo dos criminosos", afirmou um representante da Abradimex.



