STJ: ministro nega assédio e fala em conluio e fofoca de gabinete
Ministro do STJ nega assédio e alega conluio

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) alvo de acusações de assédio sexual apresentou sua versão dos fatos nesta quinta-feira, negando as alegações e classificando-as como resultado de um conluio e de fofoca de gabinete. Em nota oficial, o magistrado afirmou que as denúncias são infundadas e fazem parte de uma campanha difamatória contra ele.

Acusações e defesa

As acusações foram feitas por uma servidora do tribunal, que relatou episódios de assédio moral e sexual ocorridos entre 2023 e 2024. A denunciante, cujo nome não foi divulgado, prestou depoimento à Corregedoria do STJ, que abriu investigação interna. Segundo a servidora, o ministro teria feito comentários de cunho sexual e tentado aproximações inadequadas.

Em sua defesa, o ministro alegou que as acusações são uma tentativa de desestabilizá-lo, citando que há um grupo de pessoas que atua nos bastidores do tribunal com o objetivo de prejudicá-lo. Ele afirmou que a servidora foi coagida a fazer as denúncias e que não há qualquer prova concreta contra ele.

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Investigação em andamento

A Corregedoria do STJ instaurou procedimento disciplinar para apurar os fatos. O órgão ouvirá testemunhas e analisará documentos, como mensagens eletrônicas e registros de acesso ao gabinete do ministro. A previsão é que a investigação seja concluída em até 90 dias.

O caso gerou repercussão no meio jurídico e político. Entidades de defesa dos direitos das mulheres manifestaram apoio à servidora e cobraram transparência na apuração. Já associações de magistrados pediram cautela e respeito ao devido processo legal.

Reações e desdobramentos

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, afirmou que o tribunal não tolera qualquer forma de assédio e que a investigação será conduzida com rigor. Ele também ressaltou a importância de se preservar a presunção de inocência do acusado.

A servidora, por meio de sua advogada, disse confiar na Justiça e que não tem interesse em prejudicar o ministro, mas sim em denunciar condutas que considera inadequadas. Ela pediu que seu nome seja mantido em sigilo para evitar retaliações.

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