Mulheres flagradas com remédios contrabandeados em carro oficial
Remédios ilegais em carro de Câmara são flagrados pela PRF

Duas mulheres foram flagradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando quatro ampolas de um medicamento para emagrecimento em um carro oficial da Câmara de Vereadores de Contenda, município da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O caso ocorreu na tarde de sexta-feira (31), durante uma abordagem na BR-277, em Irati, na região central do Paraná.

Segundo a PRF, as duas mulheres retornavam da fronteira com o Paraguai quando o veículo foi abordado por volta das 14h no km 252 da rodovia. Durante a fiscalização, os policiais encontraram as quatro ampolas escondidas entre pertences no porta-malas do carro. A corporação informou que os medicamentos estavam sem documentação que comprovasse a importação regular e sem receita médica.

O que diz a PRF

A mercadoria foi apreendida e lacrada para ser encaminhada à Receita Federal. A motorista pode responder pelo crime de contrabando, conforme a PRF. As mulheres foram liberadas depois que os agentes comunicaram a Polícia Federal e a Receita Federal sobre a ocorrência.

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A identidade das mulheres e a função que exercem na Câmara de Vereadores de Contenda não foram divulgadas oficialmente. O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal para obter mais informações, mas ainda não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Riscos do contrabando de medicamentos

A importação irregular de medicamentos é considerada crime de contrabando no Brasil, previsto no artigo 334-A do Código Penal. A pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa. Especialistas alertam que remédios comprados no exterior, principalmente em países vizinhos como o Paraguai, podem não ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentando riscos à saúde.

Medicamentos para emagrecimento, em particular, são frequentemente alvo de apreensões por conterem substâncias controladas, como anfetaminas, que podem causar dependência e efeitos colaterais graves. Por isso, a fiscalização nas fronteiras e nas rodovias é constante.

Atuação da PRF na BR-277

A BR-277 é uma das principais rodovias do Paraná, ligando o litoral ao oeste do estado e à fronteira com o Paraguai. Policiais rodoviários federais realizam abordagens rotineiras para coibir o transporte de mercadorias ilegais, como cigarros, eletrônicos e medicamentos sem registro.

No caso registrado em Irati, a ocorrência foi encaminhada para as autoridades competentes, que devem investigar a origem dos medicamentos e a participação das mulheres no esquema de contrabando. A Receita Federal ficará responsável pela destinação do produto apreendido.

Histórico na região

Apreensões de medicamentos ilegais são comuns na região de fronteira do Paraná com o Paraguai. Só este ano, a PRF já registrou dezenas de ocorrências do tipo em rodovias que cortam o estado. A venda desses produtos costuma ser feita por meio de redes de contrabando, que usam veículos oficiais ou particulares para driblar a fiscalização.

O caso desta sexta-feira chama atenção pelo uso de um carro da Câmara de Vereadores, o que pode indicar envolvimento de agentes públicos. A investigação deve apurar se as mulheres agiram por conta própria ou se havia conhecimento de outros servidores sobre o transporte clandestino.

Próximos passos

A Polícia Federal foi comunicada e deve instaurar inquérito para investigar o crime de contrabando. As mulheres foram liberadas, mas a motorista poderá ser indiciada assim que os laudos e depoimentos forem concluídos. A Câmara de Vereadores de Contenda, por sua vez, deverá se manifestar sobre o uso do veículo oficial.

A população deve estar atenta aos riscos de comprar medicamentos sem procedência. A orientação é sempre buscar orientação médica e adquirir remédios apenas em farmácias autorizadas, com receita e nota fiscal.

Em nota, a PRF reforçou que continuará realizando operações de fiscalização para combater o contrabando e o descaminho, garantindo a segurança e a saúde pública no Paraná.

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