Primas desaparecidas: polícia trata caso como duplo homicídio
Primas desaparecidas: polícia trata como duplo homicídio

As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completam 62 dias desaparecidas nesta segunda-feira (22). A Polícia Civil do Paraná agora trata o caso como um duplo homicídio. Câmeras de segurança registraram as jovens saindo de Cianorte e passando por Jussara, no Noroeste do estado, no dia 20 de abril. Na madrugada do dia 21, elas foram vistas pela última vez em uma boate em Paranavaí, mesma região. Desde então, não deram mais notícias às famílias.

Linha do tempo do desaparecimento

Segundo a Polícia Civil, a cronologia dos fatos começa às 22h39 de 20 de abril, quando as jovens são vistas saindo de Cianorte em uma caminhonete com Clayton Antonio da Silva Cruz, que Letycia conhecia como "Davi". Esta foi a última vez que Letycia se conectou à internet, pois não possuía pacote de dados móveis. Às 22h54, o mesmo veículo é filmado entrando em Jussara, onde Sttela mora com a mãe. Ela foi até a casa pegar uma mochila; a mãe não estava. Às 22h55, Sttela fez uma publicação nas redes sociais marcando Letycia, com a legenda "Qual será o nosso destino KKKK". Às 23h13, o trio sai de Jussara rumo a Maringá pela PR-323.

Já no dia 21 de abril, à 0h16, Sttela faz a segunda e última publicação no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança, onde Clayton aparece na imagem. À 1h10, os três são filmados entrando em uma boate em Paranavaí. Lá dentro, as primas aparecem de mãos dadas e Clayton também é registrado com elas. Às 3h17, Sttela se conecta à internet pela última vez, conforme apurado por quebra de sigilo do WhatsApp.

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Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte, sem a caminhonete, e saiu da cidade novamente usando uma moto e sem celular. Às 9h de 23 de abril, ele se conectou à internet pela última vez. Em 24 de abril, a polícia descobriu que ele passou por Maringá. No dia 29 de abril, foi expedido mandado de prisão contra Clayton pelos crimes de roubo e homicídio, e ele é considerado foragido desde então.

Quem é o suspeito

Clayton Antonio da Silva Cruz, 39 anos, se apresentava em Cianorte com o nome falso de "Davi". Segundo o delegado Luis Fernando Alves Silva, ele já possuía um mandado de prisão em aberto por roubo cometido em 2023, em Apucarana. A caminhonete usada por ele era "clonada". Clayton é conhecido pelos apelidos "Sagaz" e "Dog Dog" e era frequentador de festas e baladas de Cianorte. A polícia orienta que denúncias sobre seu paradeiro ou das jovens podem ser feitas anonimamente pelos telefones 181, 190, 197 ou em delegacias.

Prisão da ex-companheira de Clayton

No dia 15 de maio, a ex-namorada de Clayton, de 23 anos, foi presa em uma operação da Polícia Civil em Paraguaçu Paulista, oeste de São Paulo. Ela é suspeita de dar apoio financeiro e logístico ao foragido. O delegado explicou que a prisão temporária foi deferida pelo Poder Judiciário diante de indícios de auxílio ao investigado. Durante as buscas em três endereços, um celular foi apreendido e será periciado. Detalhes adicionais não foram divulgados devido ao sigilo.

Buscas em área rural

No dia 15 de maio, a Polícia Civil realizou buscas na área rural de Paraíso do Norte, a cerca de 32 km de Paranavaí, com base em denúncias anônimas e levantamentos. O delegado afirmou que o objetivo era verificar locais previamente identificados em busca de vestígios que possam esclarecer os fatos. Até o momento, não há informações sobre pistas encontradas.

O que falta ser respondido

Ainda não há confirmação sobre o paradeiro das primas nem sobre os crimes de que foram vítimas. Não foram divulgados detalhes sobre o envolvimento da ex-companheira de Clayton no desaparecimento. Também não há imagens da saída dos três da boate, e o carro de Clayton não foi localizado. A polícia não informou se alguma pista foi encontrada nas buscas em Paraíso do Norte.

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