Um policial militar e um monitor de ressocialização foram presos nesta terça-feira (4) sob suspeita de participação na morte da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos. O crime ocorreu na madrugada de 25 de julho, dentro da residência da vítima, em Itororó, no sul da Bahia. As prisões foram realizadas durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, que apontam a participação de um terceiro homem, de 20 anos, como mandante do crime.
Investigação aponta monitoramento prévio
Segundo apuração da TV Bahia, os dois presos, cujos nomes não foram divulgados, teriam agido a mando do jovem de 20 anos. Antes da ação criminosa, eles monitoraram a vítima nos dias 20 e 21 de julho. A ação foi registrada por câmeras de segurança, que auxiliaram a polícia na identificação dos suspeitos.
A motivação do crime, conforme a investigação, foi uma dívida contraída pelo sobrinho da advogada com o mandante. Antes do assassinato, a família já vinha sendo ameaçada por causa da cobrança do pagamento.
Extorsão e transferência de veículos
Durante as apurações, a polícia descobriu que os suspeitos chegaram a obrigar a família a transferir dois veículos como forma de quitar parte da dívida. Esse episódio levou os familiares a registrarem um boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial (DT) de Itabuna, antes do assassinato.
A advogada chegou a ligar para a Polícia Militar (PM) pouco antes de os suspeitos invadirem o imóvel. No entanto, os homens armados entraram na casa e efetuaram diversos disparos contra Cláudia, que morreu no local. Após o crime, os suspeitos fugiram.
Atendimento e sepultamento
Equipes das polícias Militar e Civil estiveram na residência, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte da vítima. O corpo de Cláudia Félix de Oliveira foi sepultado na manhã de domingo (26), no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.
A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram a morte da advogada, classificando o caso como um "bárbaro homicídio". A entidade também pediu celeridade na apuração do crime junto à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Repercussão e andamento
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que agora trabalha para localizar o mandante do crime e apurar todos os detalhes da ação criminosa. A prisão dos dois suspeitos representa um avanço nas investigações, mas a polícia não descarta novas detenções.
A morte da advogada gerou comoção na região e reforçou o pedido de autoridades por justiça. A OAB-BA acompanha o caso de perto e cobra agilidade nas investigações.



