A Polícia Civil do Ceará prendeu nesta terça-feira (30), em Fortaleza, dois homens suspeitos de enviar uma caixa de chocolate contendo um artefato explosivo para a filha do presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva. O atentado ocorreu no dia 25 de junho, quando a jovem recebeu no curso de teatro um "presente" que incluía um buquê de flores, o chocolate com o explosivo e uma carta com mensagens ofensivas e ataques ao pai.
Investigação aponta envolvimento de torcida organizada
Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o crime foi praticado por integrantes de uma torcida organizada, que atuaram de forma coordenada e com divisão de tarefas. "Os envolvidos utilizaram motocicletas com placas adulteradas e encobertas, com o objetivo de dificultar a identificação dos autores. A ação criminosa está inserida em um contexto de violência protagonizada por torcidas organizadas no estado", afirmou a corporação. A identidade dos presos não foi divulgada.
Apreensão de drogas durante buscas
Durante as buscas pelos suspeitos do atentado, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prenderam um terceiro homem, flagrado com aproximadamente nove quilos de skunk e um quilo de cocaína, além de materiais utilizados para o tráfico de drogas e vestimentas ligadas a torcida organizada. Os dois suspeitos do atentado foram autuados pelos crimes de ameaça, explosão, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O terceiro indivíduo foi autuado por tráfico de drogas. "As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar todos os envolvidos na ação criminosa e esclarecer integralmente os fatos", informou a Polícia Civil.
Reação do presidente do clube
João Paulo Silva utilizou as redes sociais para relatar o ocorrido. "Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Até onde a política suja foi capaz de chegar. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico", lamentou. O episódio ocorreu após protestos de parte da torcida do Ceará em frente à sede do clube, no Bairro Porangabuçu, devido à crise enfrentada pelo time. "Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais para proteger a minha família e o Ceará Sporting Club", completou o presidente.



