Em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, a Polícia Civil prendeu um homem de 21 anos suspeito de torturar e ameaçar a ex-namorada. A vítima, de 18 anos, relatou que o ex-companheiro raspou seu cabelo, disparou tiros perto de sua orelha e proferiu ameaças graves, como a de deformar seu rosto para que nenhum outro homem a quisesse. A prisão ocorreu na última segunda-feira (8) por descumprimento de medidas protetivas.
Início do relacionamento e primeiras agressões
A jovem contou que, no início do namoro, foi morar com o ex-namorado e tudo corria bem. No entanto, após ele ser preso e retornar para casa, o comportamento mudou drasticamente. Ele começou a insultá-la, chamando-a de feia e gorda, além de ameaçar procurar outras mulheres. As agressões físicas começaram com empurrões, puxões de cabelo e chutes. A vítima sempre questionava o motivo, mas o agressor não dava explicações.
Agressão com participação de terceiros
No dia 3 de junho, a vítima aceitou encontrar o ex para uma conversa, acreditando em suas promessas de mudança. Durante um trajeto de carro, ela foi surpreendida por dois homens encapuzados, que a agrediram com coronhadas. Em seguida, uma mulher apareceu e desferiu murros em suas costas. Enquanto isso, o ex-namorado cortava seu cabelo e repetia ameaças de morte. Após as agressões, ele a levou para casa e disse que conversariam no dia seguinte.
Ameaças contínuas e busca por ajuda
No dia seguinte, a vítima conseguiu recuperar seu telefone e ligou para o irmão, que a resgatou. Mesmo após o ocorrido, o ex continuou a ameaçá-la por telefone, usando números diferentes e enviando recados por terceiros. Ele ameaçava matar a jovem e sua família, incluindo a avó de 82 anos, que passou a ser alvo de ameaças na rua onde mora. A vítima decidiu procurar a polícia, que concedeu medidas protetivas, mas as ameaças persistiram.
Prisão e histórico criminal
O suspeito foi preso por descumprir as medidas protetivas. A Polícia Civil informou que ele já possui passagens por violência doméstica contra outra ex-companheira, tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. A vítima, embora aliviada com a prisão, ainda vive com medo e trauma. "Eu não saio, fico com medo e tem uma tristeza dentro de mim. Ficou um trauma muito grande dentro de mim e na minha família", desabafou.



