Um homem de 51 anos, identificado como Carlos Zorzan, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (30) em Sena Madureira, no interior do Acre, suspeito de se passar por policial civil e oferecer serviços particulares de vigilância e investigação. Ele utilizava a falsa condição funcional para conquistar a confiança da população e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (1º). O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
Detalhes da abordagem e materiais apreendidos
De acordo com o delegado Rêmulo Diniz, Carlos usava vestimentas semelhantes às da Polícia Civil de São Paulo, além de distintivos, capa de colete, algema, rádio comunicador e um simulacro de arma de fogo para convencer os moradores. “Ele é um estelionatário, já tinha crimes praticados em São Paulo e um homicídio em Mato Grosso do Sul. Ele estava se passando por policial civil e andando todo fardado na cidade. Ele tinha um simulacro de arma que parecia muito ser uma pistola verdadeira”, relatou o delegado.
Histórico do suspeito e relacionamento virtual
Rêmulo informou que Carlos veio de São Paulo e chegou ao Acre há cerca de três a quatro meses após iniciar um relacionamento virtual com uma moradora de Sena Madureira. “Ele mantinha uma relação com uma senhora daqui, via internet, e tinha aqueles encontros por rede social”, complementou. As investigações indicam que ele buscava contratos de vigilância privada e oferecia serviços de investigação para vítimas de furtos e roubos na cidade, cobrando valores sob a promessa de recuperar bens ou identificar os autores.
Crimes e possíveis penas
Carlos foi autuado pelos crimes previstos nos artigos 296 e 307 do Código Penal, que tratam do uso indevido de símbolos e uniformes de órgãos públicos e da falsa identidade. “A pena pode chegar a seis anos de prisão. Como não cabe fiança para os crimes, ele foi encaminhado direto para audiência de custódia”, afirmou o delegado.
Reação das autoridades locais
O delegado destacou que chamou atenção o fato de o homem tentar se passar por policial em uma cidade pequena. “Foi um crime inusitado. No Acre, os policiais praticamente todos se conhecem. Em uma cidade do interior isso é ainda mais evidente. Mesmo assim, ele teve a ousadia de se apresentar como policial de outro estado e tentar convencer as pessoas dessa falsa condição”, completou.



