A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar um golpe de R$ 1 milhão contra uma idosa. Foram cumpridos cinco mandados de prisão e seis de busca e apreensão simultaneamente no Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
As investigações apontam que o esquema era sofisticado e envolvia a simulação de contatos de instituições oficiais. O grupo agia de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes, e utilizava empresas de fachada para ocultar os valores desviados.
Como funcionava o golpe
De acordo com a polícia, os suspeitos iniciavam o contato com a vítima se passando por funcionários da concessionária de energia elétrica. Eles informavam sobre um suposto ressarcimento financeiro a ser pago à idosa, criando uma falsa sensação de legitimidade.
Em seguida, outros membros do grupo entravam em cena, identificando-se como servidores do Banco Central e da Polícia Federal. A vítima era alertada de que sua conta bancária estaria sendo usada por criminosos e que ela precisaria proteger seu patrimônio.
Convencida pela narrativa, a idosa realizou diversas transferências para contas indicadas pelos golpistas. Além disso, ela compartilhou a tela do celular, alterou senhas bancárias e autorizou que novos dispositivos acessassem seus aplicativos bancários, permitindo total controle dos criminosos sobre suas finanças.
Investigação e desdobramentos
As investigações também revelaram conexões entre as chaves PIX utilizadas nas fraudes e contas bancárias mantidas por alguns dos suspeitos. A polícia identificou ainda outras ocorrências com o mesmo modus operandi, incluindo o uso dos mesmos números telefônicos e falsas identidades.
Um dos mandados de busca desta terça-feira foi cumprido na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, no Rio de Janeiro, indicando que alguns dos suspeitos já estavam presos por outros crimes.
Segundo a Polícia Civil do DF, os investigados poderão responder por estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas, se somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Orientações à população
A polícia reforça que instituições como Banco Central e Polícia Federal não entram em contato com cidadãos para solicitar transferências ou informações bancárias. Em caso de abordagens suspeitas, a orientação é desligar a chamada e procurar os canais oficiais de atendimento.
A operação desta terça-feira é mais um passo no combate a esse tipo de crime, que tem se tornado cada vez mais comum no país. As vítimas, geralmente idosos, são alvos fáceis devido à confiança que depositam em supostas autoridades.



