Casal preso por matar recém-nascido em Duque de Caxias
Preso casal por morte de recém-nascido em Duque de Caxias

A Polícia Civil prendeu em flagrante, no último sábado, um casal acusado de matar o próprio filho recém-nascido logo após o parto, no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A investigação da 60ª DP (Campos Elíseos) revelou que o bebê nasceu com vida durante a madrugada, mas foi asfixiado pela mãe. O pai confessou que, depois da morte da criança, colocou o corpo em um saco plástico, amarrou a embalagem e a deixou em um cômodo nos fundos da residência. Os dois foram autuados por homicídio qualificado.

Detalhes do crime

Segundo a investigação, a mulher entrou em trabalho de parto durante a madrugada e acionou o pai da criança para ajudá-la. Após o nascimento do bebê, ela passou mal e foi levada por familiares para um hospital da região. Na unidade de saúde, os profissionais perguntaram onde estava o recém-nascido. Os familiares informaram que a criança havia morrido e permanecia em um cômodo localizado nos fundos da casa da mulher. Em seguida, eles buscaram o corpo e o levaram ao hospital.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os familiares disseram que desconheciam a gravidez. Conforme as investigações, a gestação foi escondida durante todo o período. Após serem acionados, agentes da 60ª DP iniciaram diligências para esclarecer o caso.

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Depoimento do pai

O pai da criança foi levado à delegacia para prestar depoimento e afirmou que o bebê nasceu com vida e chegou a chorar. Segundo o relato prestado por ele aos policiais, a mãe apertou o pescoço do recém-nascido e pressionou uma camisa contra o rosto da criança com o objetivo de fazê-la parar de chorar. O homem contou que, quando recebeu o recém-nascido nos braços, a criança já havia sido asfixiada. Depois que o bebê parou de se movimentar, o homem colocou o corpo em um saco plástico, amarrou a embalagem e a deixou em um cômodo da residência.

"Ela (namorada) pegou um pano e abafou ele (o bebê) com a mão. Quando ela passou o neném para mim, ele já estava desse jeito. Ele deu uma ameaçada de chorar na hora em que a avó apareceu. Eu botei o pano no rosto dele, mas eu não apertei. Não asfixiei, tipo de apertar o pescoço", disse o pai da criança em depoimento à polícia.

As investigações apontam que o casal não queria ter um filho, motivação que, segundo a polícia, levou ao crime. Em uma ação considerada rápida pela corporação, os dois foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado.

Trechos do depoimento

Em outro trecho do depoimento, o pai afirmou que ficou paralisado após o nascimento do bebê e alegou que não conseguiu reagir ao que, segundo ele, a companheira fazia. Disse que permaneceu em estado de "choque" durante toda a ação e negou que esteja tentando se eximir da responsabilidade pelo crime. Na sequência, afirmou que deixou o bebê no local para conversar com a companheira e, em seguida, buscou duas sacolas plásticas na casa da sogra.

"Peguei dois sacos [...] e, do jeito que ele estava, só enrolei ele. Não apertei nem nada [...] Coloquei ele desse jeito na sacola e deixei lá onde estava", detalhou o pai.

Cogitaram esconder o corpo

Durante o interrogatório, o pai também admitiu que os dois chegaram a cogitar esconder o corpo do bebê. Embora tenha afirmado que não houve uma conversa definitiva sobre o assunto, disse que a possibilidade de enterrá-lo foi mencionada antes de a mulher ser socorrida. "A gente já tinha cogitado em talvez enterrar. Mas a gente não chegou a conversar sobre o que fazer com o bebê. Provavelmente a gente não ia largar ele lá", concluiu o acusado.

O casal permanece preso à disposição da Justiça. A 60ª DP segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime.

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