Duas mulheres foram presas na última terça-feira (22) suspeitas de venderem medicamentos abortivos em um grupo de WhatsApp chamado "Mulheres Unidas". Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva foram detidas em flagrante pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após denúncia anônima.
Como funcionava o esquema
Segundo a delegada responsável pelo caso, as suspeitas indicavam em áudios como a medicação deveria ser usada e cobravam adicional noturno para auxiliar nos procedimentos. O grupo de WhatsApp, que tinha dezenas de participantes, era utilizado para divulgar e vender os remédios abortivos, que são proibidos no Brasil.
A investigação contou com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro. As duas mulheres foram autuadas por venda de medicamentos sem registro e por associação criminosa. A polícia agora investiga se há envolvimento de pessoas de outros estados no esquema.
Detalhes da prisão
As prisões ocorreram após meses de monitoramento. Os agentes apreenderam celulares e documentos que serão analisados para identificar outros possíveis integrantes da rede. A delegada afirmou que "as suspeitas lucravam com a venda dos medicamentos e ainda cobravam taxa extra para atendimento noturno, o que demonstra a frieza do crime".
Priscilla e Nayara foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob sigilo.



