Dólar à vista sobe firme com correção e piora na percepção de risco
Dólar à vista sobe com correção e piora de risco

O dólar à vista registra alta firme nesta sessão, influenciado por movimentos de correção técnica e uma piora na percepção de risco em relação ao Brasil. A moeda brasileira figura entre as de pior desempenho dentre as 33 divisas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, refletindo o cenário de incertezas.

Contexto do mercado

Segundo analistas, a alta do dólar é atribuída a uma combinação de fatores domésticos e externos. No cenário interno, a percepção de risco fiscal e política monetária mais apertada pressionam o real. Externamente, o fortalecimento global do dólar e a aversão a risco em mercados emergentes contribuem para o movimento.

O movimento de correção ocorre após períodos de queda, com investidores ajustando posições. A moeda brasileira acumula desvalorização significativa no ano, enquanto o índice do dólar (DXY) opera perto de máximas.

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Desempenho entre divisas

O real ocupa as últimas posições no ranking de desempenho das 33 divisas monitoradas, evidenciando a fragilidade diante de choques externos e incertezas domésticas. A comparação inclui moedas de países desenvolvidos e emergentes, com o Brasil apresentando uma das maiores perdas percentuais.

Especialistas apontam que a falta de avanços em reformas e a volatilidade política contribuem para a desconfiança dos investidores. A expectativa é de que o câmbio continue volátil, sujeito a notícias fiscais e dados econômicos.

Impactos na economia

A alta do dólar pressiona a inflação, encarece importações e impacta setores como combustíveis e tecnologia. Por outro lado, beneficia exportadores e empresas com receitas em moeda estrangeira. O Banco Central monitora o movimento, mas não há intervenção iminente, segundo fontes.

O mercado aguarda a divulgação de indicadores econômicos e decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil para direcionamento futuro.

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