Uma mulher suspeita de atuar no tráfico de drogas e de integrar uma célula da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua foi presa pela Polícia Civil nesta quarta-feira (17), em Boa Vista. A prisão ocorreu após uma investigação identificar indícios de venda de drogas em um imóvel no bairro Santa Teresa, na zona Oeste da capital.
Apreensões no local
No imóvel, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína e skunk, além de balanças de precisão, celulares, dinheiro, munições, um revólver calibre 38 e um simulacro de arma de fogo.
Ligação com a Tren de Aragua
De acordo com o delegado Julio Cesar da Rocha, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), as investigações apontam que a mulher tem ligação direta com integrantes da Tren de Aragua e exercia um papel importante na distribuição de drogas em Boa Vista. O marido dela foi preso na terça-feira (16), durante a Operação Rota do Norte.
“As apurações demonstram que ela exercia funções relacionadas à logística e distribuição de entorpecentes, contribuindo para o fortalecimento das atividades ilícitas da facção no Estado. As investigações terão continuidade para identificar outros envolvidos e desarticular completamente essa estrutura criminosa”, afirmou o delegado.
Procedimentos legais
Após a prisão, a suspeita foi levada à sede da DRE, onde foi autuada em flagrante. Em seguida, passou por audiência de custódia. Segundo a polícia, as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e possíveis ramificações da organização em Roraima.
Operação Rota do Norte
A prisão foi realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e pelo Núcleo de Inteligência (NI), unidades ligadas ao Departamento de Narcóticos (Denarc). A ação contou com apoio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A operação Rota do Norte, deflagrada pela Polícia Civil, foi realizada em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná e prendeu ao menos 15 pessoas na terça-feira. As investigações identificaram que a Tren de Aragua administra uma rota internacional de armas pesadas dos Estados Unidos para o Comando Vermelho (CV).
As investigações apontam que o grupo usa Roraima como porta de entrada. Pelo estado, armamentos de guerra como fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas entram no Brasil para abastecer a facção brasileira no Rio de Janeiro e no Amazonas.



