Mulher de 36 anos é presa por se passar por adolescente em Santa Catarina
Presa por se passar por adolescente em três estados

Mulher de 36 anos é presa por se passar por adolescente em Santa Catarina

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 36 anos, foi presa em Joinville, Santa Catarina, após se passar por uma adolescente de 12 anos e enganar uma família que a acolheu por 14 meses. Antes disso, ela já havia sido detida no Rio de Janeiro por crime semelhante.

O golpe no Rio de Janeiro

Em 2023, Amanda foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após convencer moradoras de que era uma menina de 12 anos que fugia de uma rede de exploração sexual supostamente liderada pelo próprio pai, conhecido como 'Bruxo Chik Jeitoso'. Ela se apresentava como Maria Eduarda da Silva Ferreira.

Segundo a comerciante Renata Magalhães Turques, que a acolheu, o contato inicial foi feito por uma conhecida chamada Viviane. Em conversas por WhatsApp, Amanda inicialmente disse ter 18 anos, mas depois afirmou ter 12. Ela demonstrava medo de ser encaminhada ao Conselho Tutelar.

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Viviane convenceu Amanda a viajar de ônibus até Nova Iguaçu, onde foi recebida. Renata contou à polícia que a jovem dizia ser vítima de exploração sexual e que seu pai realizava rituais de magia negra em seu corpo. Sensibilizadas, as mulheres a ajudaram, alugando um imóvel no bairro Carlos Sampaio, comprando roupas e alimentos.

Relatos de agulhas no corpo

Renata acompanhou a rotina de Amanda, que produzia desenhos perturbadores e foi levada a atendimento psicológico. A suposta adolescente também relatava expelir agulhas pelo corpo, e radiografias teriam identificado a presença dos objetos, com algumas sendo retiradas.

O caso chegou à Polícia Civil em 28 de junho de 2023, quando agentes foram acionados para apurar uma suposta criança vítima de exploração sexual e cárcere privado em Nova Iguaçu. Durante as verificações, os investigadores concluíram que ela não tinha 12 anos e que sua verdadeira identidade era Amanda Maria Souza de Oliveira, então com 35 anos.

Os policiais também descobriram que Amanda já tinha registros de ocorrências em Jundiaí (SP) e em Minas Gerais com narrativa semelhante.

Prisão e acordo

Amanda foi presa em flagrante e, durante o interrogatório, permaneceu em silêncio. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou-a por estelionato (duas vezes), falsidade ideológica e comunicação falsa de crime. Em junho de 2024, a Justiça recebeu a denúncia, apontando indícios de autoria e materialidade.

A magistrada registrou informações sobre práticas semelhantes em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. Em 31 de julho de 2023, Amanda firmou um acordo de não persecução penal, comprometendo-se a confessar os crimes, prestar serviços à comunidade por oito meses e não cometer nova prática criminosa.

Nova prisão em Santa Catarina

Três anos depois, Amanda foi presa novamente em Santa Catarina, repetindo o padrão de se passar por adolescente. Segundo a Polícia Civil catarinense, ela voltou a se apresentar como menor de idade e enganou uma família que a acolheu por 14 meses.

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