Mulher de 37 anos presa por estelionato após fingir ser criança adotada em SC
Presa por estelionato mulher que fingiu ser criança em SC

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa após viver 14 meses como filha adotiva de uma família em Santa Catarina, fingindo ter 12 anos. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga uma série de crimes semelhantes cometidos pela mulher em ao menos cinco cidades gaúchas.

Crimes anteriores no Rio Grande do Sul

Em 2021, em Porto Alegre, Amanda teria enganado as autoridades e permanecido em um abrigo para menores em situação de vulnerabilidade. A farsa sobre a idade foi descoberta após uma perícia revelar sua verdadeira idade. Ainda em 2021, a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Cachoeirinha prendeu Amanda preventivamente por uso de documento falso e estelionato. Ela ficou seis meses presa e foi solta em junho de 2022. Na ocasião, ela se apresentava como Gabriele, de 11 anos, e foi acolhida por uma família, em caso semelhante ao de Santa Catarina.

Em Pinto Bandeira, na Serra gaúcha, Amanda foi a um hospital alegando ser vítima de uma rede de exploração sexual de adolescentes. O Conselho Tutelar desconfiou de sua aparência e acionou a Brigada Militar. Ela foi autuada em flagrante por uso de documento falso, mas não ficou presa.

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Modo de agir

Segundo o delegado André Mocciaro, Amanda desenvolveu um modo de agir para enganar vítimas e autoridades. Ela utiliza o sistema a favor de seu intuito criminoso, forjando situações em que aparece como vítima. Ela registrava ocorrências dizendo ter sido vítima de crimes sexuais ou desaparecimento. Ao se apresentar como menor de idade, buscava atendimento em serviços de saúde e acolhimento em abrigos, obtendo documentos oficiais.

“Ela se dizia abusada, perseguida, mantida em prostituição. Procurava atendimento na saúde pública e, a partir disso, já tinha documentos que davam respaldo à história que contava”, afirmou o delegado. Esses registros eram usados como parte de um engodo para convencer famílias a acolhê-la. Com documentos de órgãos públicos, como atendimentos em unidades de saúde ou registros de ocorrência, Amanda passava mais credibilidade à sua versão.

Para reforçar a narrativa, a mulher também alegava problemas de saúde ou condições como autismo e outras debilidades mentais. A combinação dessas versões com sua aparência física favorecia o convencimento. “As famílias, diante desses documentos e da situação apresentada, acolhem por empatia. Oferecem atenção, alimentação, carinho. E é disso que ela se aproveita”, disse Mocciaro.

Orientações da Polícia Civil

Segundo a polícia, em pelo menos um dos casos recentes, o crime de estelionato foi consumado, com obtenção de vantagem a partir das mentiras. A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem os canais oficiais para registrar ocorrência, como a delegacia online, presencialmente em uma unidade policial, ou por canais como o WhatsApp da corporação e os números 197 e 180.

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