Policial penal é encontrado morto com marcas de tiros em SP
Policial penal morto a tiros na Rodovia Raposo Tavares

O policial penal Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi sepultado nesta quarta-feira (29) no Cemitério Vila Rio, em Guarulhos. O corpo foi encontrado no domingo (26) às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo, com marcas de tiros e sinais de violência, como hematomas.

Corpo encontrado na Raposo Tavares

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o corpo foi localizado por volta das 20h de domingo. Policiais militares foram acionados e encontraram a vítima já sem vida, com ferimentos causados por arma de fogo. A perícia foi chamada e o caso registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão). A família havia registrado o desaparecimento do policial no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no mesmo dia.

Investigação e prisão de suspeito

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. De acordo com a Associação Nacional de Policiais Penais (Appen), um suspeito de participar do crime foi preso. O inquérito policial foi instaurado pelo DHPP, que realiza diligências para esclarecer os fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

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Família e carreira

Tarso trabalhava na unidade prisional de Aguaí, no interior de São Paulo, mas estava afastado das atividades funcionais por problemas de saúde, recuperando-se de uma cirurgia no braço. A irmã, Talita Priscila, contou que ele construiu a carreira após ser aprovado no concurso da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Ele se casou e, 10 anos depois, realizou outro grande sonho: ser pai. O filho, hoje com 3 anos e autista, era sua maior motivação.

"Ele sonhava ter uma vida melhor, se desdobrava para dar o melhor para o filho e meus pais. Não media esforço para ajudar os outros, para ele não tinha hora nem distância quando alguém precisava de ajuda", disse a irmã ao g1.

Planos interrompidos

Segundo a família, Tarso começou a trabalhar ainda jovem para ajudar na renda familiar. Nos últimos meses, a rotina mudou: o filho precisava de tratamento especializado para o autismo, o que fez Tarso retornar para Guarulhos, já que o atendimento não existia em Aguaí. Ele planejava voltar a morar perto da família, em Aguaí, até o fim deste ano.

"Sua memória será, para mim, a de uma pessoa que sofreu, lutou, fez coisas boas e viveu sua vida com dignidade", afirmou Talita. A irmã descreveu Tarso como um irmão dedicado, pai amoroso e trabalhador incansável, que não media esforços para ajudar quem precisava.

A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime. A Appen acompanha o caso.

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