Policial baleado na cabeça dirige 150 m e salva colegas no Rio
Policial baleado dirige 150 m e salva colegas no Rio

O policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi baleado na cabeça por traficantes enquanto dirigia uma viatura descaracterizada na comunidade do Muquiço, Zona Norte do Rio de Janeiro. Mesmo gravemente ferido, ele conseguiu conduzir o veículo por cerca de 150 metros, ação que pode ter salvo a vida de outros três policiais que estavam no carro. Infelizmente, Carlos não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ação heróica em meio ao ataque

De acordo com a Polícia Civil, o ataque ocorreu quando os policiais realizavam uma operação na região. Os traficantes abriram fogo contra a viatura, e Carlos foi atingido na cabeça. Mesmo ferido, ele manteve a consciência e conseguiu dirigir o veículo por 150 metros até um local mais seguro, permitindo que os colegas pedissem socorro e evitassem novos disparos.

"Ele agiu com extrema bravura. Ao dirigir mesmo baleado, possibilitou que os outros policiais saíssem do fogo cruzado e recebessem atendimento", afirmou o delegado responsável pelo caso.

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Operação de represália e prisões

Após o atentado, a Polícia Civil iniciou uma operação para capturar os responsáveis. As investigações levaram a prisões e apreensões de armas e drogas na comunidade do Muquiço. A ação resultou na detenção de suspeitos de envolvimento no homicídio do policial e na desarticulação de pontos de tráfico na região.

"Não vamos tolerar que policiais sejam alvos de criminosos. A operação segue em andamento para prender todos os envolvidos", declarou o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Repercussão e homenagens

O caso gerou comoção entre colegas e familiares. Carlos Alberto Freire Neto era lotado na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e tinha 13 anos de serviço. Ele deixa esposa e dois filhos. A corporação prestou homenagens e decretou luto oficial por três dias.

O velório ocorreu na sede da Polícia Civil, no centro do Rio, com presença de autoridades e agentes. O enterro foi realizado no Cemitério do Caju, com honras militares.

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